A deputada estadual Lohanna França (PV-MG) fez duras declarações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante entrevista a um podcast, divulgada em vídeo nas redes sociais. Segundo ela, a gestão do ex-chefe do Executivo representa uma das maiores tragédias da história do Brasil. Bolsonaro está em segundo lugar, o primeiro pertence a Ditadura Militar.
Para a parlamentar, Bolsonaro só não supera a Ditadura Militar (1964-1985) como o período mais danoso para a democracia e para o país. “Talvez ele seja a segunda pior coisa que o Brasil já viveu, porque a primeira foi a ditadura militar”, afirmou.
Críticas à trajetória e à gestão de Bolsonaro
Durante a fala, Lohanna classificou Bolsonaro como “um acidente histórico” e questionou a ascensão dele à Presidência da República. “Como que um deputado do baixo clero, que ficou famoso falando bobagem em programa de Luciana Gimenez, em Pânico na TV, vira presidente do Brasil?”, questionou.
A deputada ainda destacou o que chamou de “incompetência” e “histórico familiar terrível” do ex-presidente. Segundo ela, Bolsonaro não possuía experiência profissional fora da política. “É um cara que nunca teve uma carteira de trabalho assinada. O que que o Bolsonaro sabe fazer fora da política?”, indagou.
“Bolsonaro foi um acidente, uma das maiores catastrofe do pais
Casos envolvendo aliados e uso de recursos públicos
Lohanna também citou episódios polêmicos durante o governo Bolsonaro, como suspeitas de rachadinhas e o uso de assessores fantasmas. Ela mencionou uma funcionária ligada ao ex-presidente que, segundo investigações, vendia açaí na praia, mas estava registrada em gabinete sem cumprir expediente.
Além disso, outro ponto abordado pela deputada o uso de cartão corporativo. “Nove mil reais num dia numa padaria, em dia de motossiata, onze mil reais em combustível”, disse, ao criticar os gastos registrados durante eventos de Bolsonaro.
Portanto, ela também fez referência ao caso de corrupção que envolveu o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, investigado por suspeita de negociar liberação de verbas em troca de barras de ouro. “Esse é o nível de podridão com que a gente estava lidando”, afirmou.
Questionamentos sobre discurso político
Além disso, a deputada mineira criticou ainda o lema usado por apoiadores de Bolsonaro. “Teve gente chamando ele, falando Deus, pátria, família. Que pátria é essa? Que Deus é esse? família é essa?”, completou.
Contexto político e repercussão
A declaração ocorre em um momento em que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida faz parte de investigações que apuram condutas atribuídas ao ex-presidente em tentativas de abalar o processo democrático.
Nesse cenário, discursos de parlamentares como o da deputada Lohanna reforçam o ambiente de polarização que ainda marca a política nacional. Enquanto a base bolsonarista considera as medidas judiciais uma perseguição, parte da oposição segue apontando erros e escândalos ocorridos durante o mandato de Bolsonaro.






