O câncer de pulmão é uma das doenças que mais impactam a saúde pública mundial. Conhecido por sua alta letalidade e por ser frequentemente diagnosticado em estágios avançados, o câncer pulmonar historicamente esteve associado ao tabagismo. No entanto, as estatísticas vêm mudando e com elas, as estratégias de prevenção.
Em 2025, segundo dados da Sociedade Brasileira de Oncologia Torácica (SBOT), mais de 8 mil brasileiros não fumantes devem receber o diagnóstico da doença. Essa nova realidade chama a atenção para outros fatores de risco que, embora menos conhecidos, são igualmente perigosos.
Poluição do ar: responsável por 15% dos casos
De acordo com a Dra. Mônica Toledo, oncologista torácica da DOM Oncologia, o tabagismo ainda é o principal causador da doença. No entanto, a poluição do ar já responde por cerca de 15% dos casos de câncer de pulmão, sendo considerada uma ameaça crescente à saúde respiratória.
“Precisamos falar também da poluição ambiental, que afeta não apenas grandes cidades, mas também áreas rurais com uso de queimadas. Algumas atitudes individuais e coletivas podem contribuir para um ar mais limpo”, explica a médica.
A especialista destaca ainda que a exposição a substâncias tóxicas em ambientes de trabalho, como amianto e sílica, também está entre os fatores ambientais de risco.
“Ar limpo, pulmões limpos”: o lema da campanha de 2025
Com o tema “Ar limpo, pulmões limpos”, a campanha Agosto Branco deste ano convida a sociedade a refletir sobre a importância da qualidade do ar que respiramos. A mensagem é clara: respirar é um ato automático, mas garantir que o ar seja limpo é uma responsabilidade compartilhada.
A campanha também reforça que o combate ao câncer de pulmão deve ir além da luta contra o cigarro, incluindo ações de sustentabilidade, políticas públicas ambientais e mudanças de hábitos no dia a dia da população.
Prevenção e diagnóstico precoce salvam vidas
O câncer de pulmão, muitas vezes, se desenvolve de forma silenciosa e só apresenta sintomas em fases avançadas, o que reduz significativamente as chances de cura. Por isso, a campanha reforça a importância de:
Evitar o tabaco em todas as suas formas, incluindo os cigarros eletrônicos (vapes);
Reduzir a exposição à poluição ambiental e ocupacional;
Adotar hábitos saudáveis e manter uma rotina de acompanhamento médico;
Realizar exames preventivos, especialmente para grupos de risco.
Mais que um mês simbólico: um convite à ação
O Agosto Branco é mais do que um período de alerta. É um chamado para que todos os cidadãos, empresas e governos assumam o compromisso com um futuro mais saudável.
Respirar um ar limpo não deve ser privilégio, mas um direito. E isso começa com atitudes no presente que possam garantir a saúde das próximas gerações.






