Um vídeo revoltante que circula nas redes sociais desde esta semana mostra um idoso abusando sexualmente de um cachorro no distrito de Neolândia, em Itapecerica, Centro-Oeste de Minas Gerais. O conteúdo, considerado nojento e criminoso, gerou indignação nacional e mobilizou a sociedade civil e as autoridades locais, que já investigam o caso – O Divinews investigou o caso e apurou que o homem envolvido tem quase 80 anos e sofre de transtornos mentais. De acordo com familiares, ele já estava sob acompanhamento do CRAS e possuía um tutor legal que buscava sua inserção em um abrigo. No entanto, antes que esse processo fosse concluído, o episódio criminoso ocorreu.
A Diretora-executiva da Sociedade Protetora dos Animais de Itapecerica, Iris Moreira, que esteve no local, classificou a situação como uma tragédia dupla: “Nesse caso são duas vítimas: o cão e o próprio idoso. A família já vinha pedindo ajuda há muito tempo, mas infelizmente o suporte público demorou”
Segundo Iris, a sua ONG acompanha diariamente denúncias de maus-tratos e registra boletins de ocorrência constantemente. “Quanto mais vivemos, mais difícil é explicar a crueldade humana com os animais. Agora, além do sofrimento do cachorro, temos uma família desesperada e sem apoio suficiente”, ressaltou.
O caso também levanta questionamentos sobre a negligência do poder público em lidar com situações que envolvem saúde mental. A protetora pediu que a Prefeitura de Itapecerica amplie a rede de apoio social. “Tenho certeza de que nosso prefeito, que sempre apoiou a causa animal, vai buscar uma solução para essa família que clama por ajuda”, completou.
As autoridades policiais de Itapecerica investigam o crime, que se enquadra na Lei de Crimes Ambientais, reforçada pela Lei Sansão (14.064/2020), que prevê penas de até cinco anos de prisão para maus-tratos contra cães e gatos. O idoso poderá responder pelo ato, mas a condição de saúde mental será um fator determinante na análise da Justiça.
Enquanto isso, a comoção popular se espalha pelas redes sociais. Entidades de proteção animal pedem punição, mas também apontam para a necessidade de políticas públicas mais efetivas para prevenir casos de crueldade contra animais e garantir suporte às famílias que convivem com transtornos mentais em seus lares.






