A zona rural de Pompéu amanheceu em choque nesta sexta-feira (5). Após sete dias de buscas intensas, o corpo de um idoso de 75 anos, que estava desaparecido desde o dia 28 de junho, localizado em avançado estado de decomposição. O caso, envolto em mistério e comoção, mobilizou bombeiros, voluntários e familiares ao longo da última semana.
O corpo encontrado por volta das 8h, na Fazenda do Laranjo, região rural de Pompéu, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Familiares, incluindo um sobrinho da vítima, realizaram uma varredura em uma área de mata e localizaram o idoso caído próximo a uma árvore. A cena gerou forte comoção.
Durante a semana, as buscas chegaram a se concentrar em uma represa, diante da suspeita de afogamento. O Corpo de Bombeiros fez incursões aquáticas, mas não localizou nada naquele ponto. A hipótese, agora, perde força.
Perícia técnica e a ausência de sinais de violência
A Polícia Civil acionada imediatamente após a localização do corpo. A perícia esteve no local e não encontrou sinais aparentes de violência física ou crime. No entanto, como o corpo já estava em decomposição, a confirmação da causa da morte depende de exames detalhados do Instituto Médico Legal (IML).
A funerária local ficou responsável pela remoção do corpo, que foi encaminhado para o IML da região. Ainda não há prazo definido para a liberação dos laudos.
Desaparecimento cercado de incertezas
Desde o sumiço, a família mantinha as esperanças. O idoso era conhecido por caminhar em áreas rurais próximas da residência. Não havia registros prévios de problemas de saúde ou indícios de que poderia ter fugido ou cometido suicídio.
Além disso, moradores relataram que ele parecia bem nos dias anteriores ao desaparecimento. A Polícia Civil segue com a investigação para entender o que realmente aconteceu entre os últimos momentos vistos em vida e o encontro do corpo.
Comunidade abalada
Portanto, o caso gerou grande comoção em Pompéu, cidade de pouco mais de 30 mil habitantes. Moradores se uniram nas buscas e acompanharam cada passo da investigação pelas redes sociais.
“Era uma pessoa querida, tranquila. Toda a cidade está triste com o que aconteceu”, afirmou um morador vizinho da família, que preferiu não se identificar.
O que diz a Polícia Civil
Em nota, a Polícia Civil informou que não descarta nenhuma hipótese até que os laudos do IML sejam concluídos. A Delegacia de Pompéu acompanha o caso com atenção, mas reforça que, até o momento, não há indícios materiais de crime.
Além disso, a investigação busca entender se houve causas naturais, acidente ou outro tipo de circunstância que possa ter levado à morte do idoso.






