Renê da Silva Nogueira Júnior, suspeito de homicídio, tentou apagar seu nome de buscas sobre processos

Renê da Silva Nogueira Júnior, suspeito de matar gari em BH, pediu remoção de nome e CPF de buscas e alegou pobreza para obter Justiça gratuita

Publicado por: Cassia Misael

Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, está preso suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44, em Belo Horizonte. Ele declarou pobreza para conseguir gratuidade de Justiça em um processo movido contra plataformas digitais, registrado na 19ª Vara Cível de Belo Horizonte e arquivado em 2024.

No processo, movido contra Google Brasil, Escavador e Jusbrasil, Renê solicitou a remoção do nome e do CPF de buscas relacionadas a processos trabalhistas e de violência doméstica. Ele pediu a baixa do processo depois que as plataformas atenderam seu pedido antes do julgamento.

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Antes do arquivamento, a juíza determinou que Renê comprovasse a falta de recursos. A justiça gratuita garante que cidadãos ou empresas que comprovem incapacidade financeira possam arcar com custas, despesas processuais e honorários advocatícios. A comprovação pode ocorrer via carteira de trabalho, declaração de imposto de renda ou declaração de hipossuficiência.

Contraste com vida de executivo

O perfil de Renê no LinkedIn mostra uma vida contrária à alegação de pobreza. Ele se apresenta como executivo com 27 anos de experiência no setor de alimentos e bebidas e declara ter “histórico comprovado de gerar crescimento exponencial e liderar transformações organizacionais complexas” em empresas brasileiras e internacionais, incluindo Coca-Cola, Vigor, Red Bull e Ambev.

Defesa nega autoria do crime

Na audiência de custódia, que transformou a prisão em flagrante em preventiva, Renê negou ter disparado contra o gari no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte, na última segunda-feira (11). Ele relatou que saiu do trabalho às 13h17, foi para casa em Nova Lima, passeou com os cães, trocou de roupa e foi para a academia.

Renê disse que vestia calça social preta da Diesel e camisa polo marrom no momento do crime. Sobre o carro registrado nas imagens, garantiu que não se tratava do seu veículo, mostrando aos policiais que seu carro é híbrido, sem lateral cromada, diferente do modelo visto na cena do crime.

“Abri as quatro portas para mostrar o carro, porque ele me mostrou a foto da rua do acontecimento. Não conheço esse carro. Passei essa informação aos policiais que me prenderam na academia de luxo na avenida Raja Gabaglia”, afirmou o executivo.

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