Cruzeiro homenageia gari assassinado em BH; família recebe camisa no Mineirão

Família de Laudemir de Souza recebeu camisa oficial de Pedro Lourenço; homenagem ocorreu antes da vitória contra o Internacional no Mineirão

Publicado por: Cassia Misael

O Cruzeiro prestou uma homenagem emocionante à família de Laudemir de Souza Fernandes, gari de 44 anos morto no último dia 11 de agosto, no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. A cerimônia ocorreu neste sábado (23), antes da vitória da Raposa sobre o Internacional, por 2 a 1, no Mineirão.

Homenagem no estádio

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Torcedor apaixonado pelo Cruzeiro, Laudemir teve sua memória celebrada no telão do estádio, enquanto a torcida aplaudia em coro. A companheira Liliane França e a filha Nicole receberam uma camisa oficial do clube das mãos de Pedro Lourenço, gestor da SAF celeste, em um camarote reservado para a família.

A mãe de Laudemir, colegas de profissão e amigos também acompanharam a homenagem. Garis compareceram uniformizados, prestando tributo ao colega e aproveitando o momento para protestar por melhores condições de trabalho.

“É muito bom, porque o Lau era cruzeirense, nunca tinha vindo ao jogo. Receber essa homenagem traz alívio para o coração”, destacou Liliane.

.O crime que abalou BH

Laudemir morreu após um desentendimento no trânsito com o empresário Renê de Souza Júnior, de 47 anos, que dirigia um carro modelo BYD. Câmeras de segurança registraram o momento em que o agressor disparou contra o gari, atingindo-o no tórax.

De acordo com testemunhas, Renê se irritou com o caminhão de coleta estacionado e, armado, ameaçou a motorista. Quando os garis tentaram intervir, ele desceu doveículo e atirou contra Laudemir, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

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Investigação em andamento

O Ministério Público prorrogou a investigação por mais dez dias. A polícia aguarda relatórios da operadora Claro e da montadora BYD sobre movimentações e rastreamento do veículo usado no crime.

Renê permanece preso no presídio de Caeté. O histórico criminal dele inclui condenação por homicídio culposo no Rio de Janeiro, em 2011, após atropelar uma mulher, além de registros de violência doméstica, extorsão e perseguição.

Renê é casado com a delegada Ana Paula Babino, da Polícia Civil de Minas Gerais. A arma usada no crime, registrada em nome dela, foi apreendida.

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