Nesta quarta-feira (17/09/2025), Rodrigo de Melo Teixeira, ex-diretor da Polícia Federal em Minas Gerais, foi preso durante a Operação Rejeito, deflagrada pela PF em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU).
A investigação apura um vasto esquema de corrupção ambiental no estado, com movimentações bilionárias, envolvimento de servidores públicos, empresas e autoridades ambientais.
Carreira e posições de Rodrigo de Melo Teixeira
Rodrigo é natural de Barbacena (MG) e ingressou na Polícia Federal em 1999. Ele chefiou a Delegacia de Repressão ao Tráfico de Entorpecentes no Tocantins, atuou no Núcleo de Combate a Crimes Financeiros em Minas Gerais e foi corregedor da PF.
No entanto, o delegado ficou famoso em 2018, quando participou ativamente a frente das investigações da facada sofrida pelo então candidato a presidente Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora na Zona da Mata Mineira. Rodrigo também deu início às investigações sobre o rompimento da barragem em Brumadinho em 2019.
Também foi secretário-adjunto de Defesa Social do estado, presidente da FEAM (Fundação Estadual do Meio Ambiente) entre 2016 e 2018, além de secretário municipal de Segurança e Prevenção em Belo Horizonte de 2019 a 2022. Ele foi condecorado com medalhas como a Presidente Juscelino Kubitschek, da Inconfidência e Santos Dumont.
O que investiga a Operação Rejeito
O esquema, segundo a PF, envolve fraudes em licenças ambientais, com pagamento de propina a servidores, para obter autorizações de órgãos como IPHAN, ANM e SEMAD-MG.
A organização criminosa teria usado uma rede de empresas para formalmente aparentar legalidade, ocultar ligação entre beneficiários e praticar lavagem de dinheiro.
O montante bloqueado em bens pelos investigadores foi estipulado em R$ 1,5 bilhão, com estimativas de projetos em andamento que poderiam alcançar R$ 18 bilhões. No total, foram cumpridos 22 mandados de prisão preventiva e 79 de busca e apreensão. Servidores estaduais dos órgãos ambientais foram afastados.
Impactos ambientais e sociais
A atuação do esquema está relacionada a consequências graves para o meio ambiente: devastações, erosão exacerbada, ameaças a espécies endêmicas e ao patrimônio natural, incluindo áreas de proteção ambiental como a Serra do Curral.
Até o momento, não há falas oficiais de Rodrigo de Melo Teixeira ou sua defesa disponíveis. Autoridades, entretanto, já confirmaram o afastamento de servidores suspeitos e o compromisso de aprofundar investigações. A sociedade espera que o caso leve a reparações ambientais, responsabilização dos envolvidos e mudança estrutural nos procedimentos de licenciamento ambiental.






