A Rua Ibituruna, em Divinópolis, é palco de uma história que se repete a cada temporada de chuvas. No centro dessa novela está Fabiana Martins, dona de uma academia que vira praticamente uma piscina toda vez que chove. Os alagamentos não só atrapalham as aulas, como também geram um prejuízo financeiro pesado. O mais curioso? Apesar das reclamações constantes, Fabiana sempre acaba se deixando levar por promessas vazias da gestão municipal.
Quem reapareceu por lá recentemente foi a vice-prefeita Janete, com mais uma promessa para resolver a situação. Ano passado, a solução seria uma emenda parlamentar; agora, a conversa mudou para um empréstimo. Mas, no fim das contas, o problema segue sem solução, e a rua continua debaixo d’água.
O que chama a atenção é o ciclo que se forma: Fabiana grava vídeos indignada, reclama dos prejuízos e cobra uma resposta. Mas basta Janete aparecer e prometer alguma coisa, mesmo que vaga, para que a indignação se transforme em um “tá tudo bem”. A crítica feroz logo dá lugar à aceitação, e a gestão continua enrolando com discursos reciclados. Parece que Fabiana, continua acreditando em Papai Noel. O que não foi feito durante todo um ano, o será em poucos meses, conforme promessa de Janete. Envio do projeto para a Câmara, aprovação dos vereadores, licitação e contratação de uma empresa para realizar o serviço. Bem rápido.
Essa dinâmica não é novidade: Fabiana, como muitos outros, parece se contentar com a esperança de que “dessa vez vai”. E enquanto isso, os prejuízos só aumentam. A academia alagada significa menos clientes, mais gastos com reparos e, claro, um impacto direto no bolso da empresária. E mesmo assim, as promessas rasas continuam sendo aceitas como se fossem soluções reais.
O que a gente vê aqui é uma relação desgastada entre a população e a administração pública. As promessas se empilham, as soluções não aparecem, e a vida na Rua Ibituruna segue complicada. Enquanto Fabiana e outros moradores não cobrarem de verdade uma solução concreta, a gestão vai continuar com as mesmas desculpas de sempre, e os problemas vão continuar submersos num amontoado de água e ilusão.
Até lá, a academia de Fabiana, e a Rua Ibituruna, vão continuar pagando o preço das promessas não cumpridas.






