O morango do amor é um doce que combina morango fresco coberto por brigadeiro branco e envolto por uma camada de caramelo vermelho, lembrando a famosa maçã do amor das festas juninas. A versão virou sensação nas redes sociais por sua aparência vibrante e contraste de texturas. O docinho de brigadeiro com a casquinha crocante. As versões mais comuns apresentam o morango espetado como um espetinho, mas também há versões em formato de bombom ou buquê, servindo como item gourmet e muito “instagramável”
“Divino Morango”
A febre do Morango do Amor também chegou com força total em Divinópolis. A confeiteira Marcela Lemar, proprietária da @lemarconfeitaria, contou ao Divinews que tem comercializado diariamente entre 70 e 80 unidades da sobremesa número que só não é maior por conta da limitação de sua produção artesanal. Marcela explicou ainda que o aumento repentino no preço da caixinha de morango, que subiu de R$ 10 para R$ 17, a levou a testar a mesma receita com uma nova fruta: o abacaxi. A aposta, segundo ela, é que o Abacaxi do Amor venha a ser uma nova tendência tão irresistível quanto o doce que dominou as redes sociais.
Por que virou febre
A popularidade disparou no Brasil desde meados de junho, especialmente entre influenciadores, confeiteiros e vídeos virais no TikTok e Instagram. Embora a receita já fosse conhecida por alguns desde 2024, o boom aconteceu nas últimas semanas, com o aumento expressivo da busca pelo termo “morango do amor” no Google.
Segundo especialistas em marketing digital, o sucesso não é só da receita, mas da experiência visual e afetiva gerada: a calda brilhante, o contraste com o brigadeiro, o estalo da casquinha… tudo foi pensado para viralizar. Esse fenômeno é considerado um case de marketing digital intencional: uma combinação de estética, nostalgia da maçã do amor e timing cultural associado às festas juninas.
A procura explodiu e faltam ingredientes
O impacto no consumo foi imediato. Supermercados relatam aumento de até 170% nas vendas de morango in natura e 42% na procura por corante vermelho, em comparação com o ano anterior. Até mesmo fabricantes de corante chegaram a registrar falta total dos produtos VEJA RIO+1O Dia+1.
Confeitarias também apostam na moda: produtores relatam filas, escassez de insumos e encomendas diárias que superam expectativas. Uma loja da rede Sodiê Doces chegou a vender mais de 8 mil unidades em um dia.
Como fazer em casa
A preparação exige técnica:
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Higienizar e secar bem os morangos. Caso estejam úmidos, o brigadeiro não adere corretamente
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Envolver o morango com brigadeiro de leite em pó em “ponto de enrolar”.
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Aquecer a calda (açúcar, água, vinagre e corante vermelho), até chegar ao ponto de bala dura (cerca de 145 °C).
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Banhar o doce ainda quente para formar uma casquinha crocante resistente, lembrando a maçã do amor
Quem erra o ponto da calda vira piada: o doce malfeito ficou conhecido como “morango do ódio” nas redes sociais
Repercussão cultural e econômica
A febre trouxe oportunidade a pequenos produtores e confeiteiros: buquês românticos, degustações temáticas, novos sabores — até brigadeiro de maracujá com calda transparente já foi criado. As redes serviram de vitrine e combustível ao crescimento rápido em todo o país.
Já o publicitário Gustavo Gabriel define o fenômeno como:
“O morango comum, mas com um posicionamento único e um visual novo, gera uma emoção que as pessoas compram — e pagam bem mais por isso” O Dia.
Rafael Lemos, especialista em tendências, completa que:
“Não é o marketing que faz o viral. É o momento cultural e a oportunidade social que ele captura.”







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