O cinema brasileiro amanheceu mais triste neste sábado (12). Faleceu, aos 88 anos, Jean-Claude Bernardet, um dos maiores nomes da crítica cinematográfica e da produção audiovisual nacional. A informação foi confirmada por seu parceiro de vida e trabalho, Eugênio Puppo, com quem dividiu diversos projetos nas telonas e no jornalismo.
Bernardet estava internado em um hospital de São Paulo após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Embora a causa oficial da morte ainda não tenha sido divulgada, amigos próximos relataram que o crítico enfrentava complicações decorrentes de um câncer de próstata reincidente.
O velório está previsto para ocorrer na Cinemateca Brasileira, em São Paulo espaço simbólico que guarda a memória da sétima arte no país e que tantas vezes foi palco de sua atuação.
Legado de um mestre
Jean-Claude nasceu na França, morou em Paris na infância e chegou ao Brasil com 13 anos. Em 1964, foi naturalizado brasileiro e começou uma carreira marcante no audiovisual. Seu nome está ligado à crítica, mas também ao ensino, à atuação, à direção e à escrita de roteiros que influenciaram gerações.
Entre suas contribuições mais memoráveis está a participação no clássico “O Caso dos Irmãos Naves”, baseado em uma história real durante o Estado Novo, estrelado por ícones como Juca de Oliveira, Raul Cortez e John Herbert. Em 2024, parte de sua obra foi celebrada em uma mostra especial nos centros culturais do Banco do Brasil em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Lígia Bernardet, filha do crítico, está a caminho do Brasil para acompanhar as cerimônias de despedida.
Jean-Claude Bernardet deixa não apenas uma filmografia extensa e uma produção crítica relevante, mas também uma profunda marca na construção da identidade do cinema nacional. Um mestre que será lembrado por sua sensibilidade, ousadia e compromisso com a arte.






