Morreu neste sábado (10), aos 92 anos, o autor Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, conhecido nacionalmente como Maneco. Um dos nomes mais importantes da história da televisão brasileira, ele ficou consagrado por novelas que retrataram a vida da classe média alta do Leblon, no Rio de Janeiro, e por personagens femininas fortes e complexas, especialmente as famosas “Helenas”.
A morte foi confirmada pela produtora Boa Palavra. Manoel Carlos estava internado em um hospital da zona sul do Rio de Janeiro e enfrentava complicações decorrentes do Parkinson, doença com a qual convivia há anos. Nos últimos tempos, vivia de forma reclusa.
Em nota, a produtora informou que o velório será fechado e restrito a familiares e amigos íntimos. A família pediu respeito e privacidade neste momento de luto.
Uma carreira marcada por clássicos da TV
Manoel Carlos construiu uma trajetória singular na teledramaturgia brasileira. Suas novelas se destacaram por diálogos realistas, conflitos familiares intensos e uma abordagem profunda das emoções humanas. Entre suas obras mais emblemáticas estão:
Por Amor
Laços de Família
Mulheres Apaixonadas
Em Família
Em todas elas, o autor apresentou diferentes versões da personagem Helena, figura que se tornou sua marca registrada e símbolo da mulher contemporânea na televisão.
Aposentadoria e últimos anos
Maneco se aposentou oficialmente em 2014, após a exibição de Em Família, sua última novela. Desde então, afastou-se da vida pública e passou a viver de forma discreta no Rio de Janeiro, dedicado à família e ao tratamento de saúde.
O diagnóstico de Parkinson contribuiu para o afastamento definitivo do autor dos trabalhos na televisão, encerrando uma carreira que atravessou décadas e influenciou profundamente o formato das novelas brasileiras.
Legado eterno
Manoel Carlos deixa um legado incontestável. Suas histórias ajudaram a moldar a identidade da teledramaturgia nacional, dando protagonismo às emoções, aos conflitos cotidianos e às relações humanas com profundidade rara na televisão.
Mais do que autor de novelas, Maneco foi um cronista da alma brasileira e suas obras seguem vivas na memória afetiva de milhões de telespectadores.






