A atriz, cantora e ativista francesa Brigitte Bardot, um dos maiores ícones do cinema mundial nas décadas de 1950 e 1960, morreu aos 91 anos, anunciou neste domingo (28) a Brigitte Bardot Foundation, instituição que leva seu nome e que ela presidiu por décadas.
A causa da morte não foi divulgada oficialmente pela fundação nem o local exato do falecimento. Bardot vinha lidando com questões de saúde e havia sido internada em 2025 por uma doença grave, incluindo um período de internação no sul da França, mas as circunstâncias finais da sua morte ainda não foram detalhadas.
Carreira cinematográfica e musical
Brigitte Bardot nasceu em 28 de setembro de 1934, em Paris, na França, e iniciou a carreira como modelo ainda na adolescência antes de se tornar atriz. Ela alcançou fama internacional com o filme E Deus Criou a Mulher (1956), dirigido por Roger Vadim, que a transformou em um símbolo de sensualidade e liberdade feminina.
Ao longo de sua trajetória no cinema, Bardot participou de mais de 40 filmes, incluindo clássicos como O Desprezo (1963) e Viva Maria! (1965), trabalhando com renomados diretores europeus e se tornando uma das artistas francesas mais reconhecidas no mundo.
Além da atuação, Bardot também teve uma carreira musical de destaque, lançando dezenas de canções e colaborando com nomes como o artista Serge Gainsbourg.
Ativismo pelos direitos dos animais
Aos 39 anos, Bardot tomou a decisão de se aposentar da carreira cinematográfica, em 1973, justamente no auge da fama, para dedicar sua vida à causa animal.
Em 1986, ela fundou a Brigitte Bardot Foundation, organização voltada para a proteção dos animais que se tornou uma das principais vozes internacionais do ativismo animal. A fundação atuou em campanhas contra a caça de focas, crueldade em abatedouros e maus-tratos em geral, chegando a influenciar políticas públicas em defesa dos direitos dos animais na França e no mundo.
Legado intenso e controverso
Brigitte Bardot foi celebrada como um dos maiores símbolos do cinema francês e da emancipação feminina nas telas, mas sua vida também foi marcada por polêmicas em seus posicionamentos políticos e sociais especialmente por declarações controversas e condenações por incitação ao ódio em sua França natal nas décadas mais recentes.






