Mais uma cena lamentável de violência no trânsito em Divinópolis, escancarou o quanto as pessoas estão perdendo o senso de civilidade ao menor sinal de conflito. Tudo começou quando um veículo foi estacionado em frente a uma garagem que havia retornado recentemente à atividade, na Rua Pitangui, quase em frente a Academia Velocitá, o que gerou revolta no proprietário que desejava utilizar o espaço. Mesmo diante de informações de que a condutora do carro estava a caminho para retirá-lo, o homem perdeu o controle, fez ameaças, tentou guinchar o veículo por conta própria e, em seguida, agrediu fisicamente uma pessoa que apenas tentava mediar a situação. Ele só se acalmou quando soube que o agredido era um policial militar aposentado, aí foi e pediu descupas.
A vítima da agressão, que ocorreu na Rua Pitanggui, em Divinópolis, quase em frente a Academia Velocitá, sequer era responsável pela infração de trânsito, mas acabou levando um soco no rosto. Segundo testemunhas, o agressor estava completamente descontrolado, agindo com grosseria e sem qualquer abertura ao diálogo. Posteriormente, após perceber a gravidade do ato e temendo as consequências, quando soube que o agredido é um militar aposentado pediu desculpas e tentou se retratar, mas isso não apaga a violência cometida.
Situações como esta demonstram que não se pode não se deve fazer justiça com as próprias mãos. Ainda que haja irregularidade no estacionamento, nada justifica recorrer à força bruta, tampouco ameaçar retirar o veículo amarrando cordas e arrastando-o pela rua. Essa atitude revela a incapacidade de lidar com frustrações e pode indicar até mesmo a necessidade de acompanhamento psicológico para quem protagoniza tais explosões de fúria.
A agressão, vale lembrar, configura crime, e pedir desculpas após um ato violento não retira a responsabilidade do agressor. Não existe a ideia de “matei a pessoa errada, mas pedi desculpas e tudo bem”. A lei não tolera, e nem deve tolerar, que alguém agrida outra pessoa por impulso, para depois simplesmente pedir perdão e seguir em frente sem qualquer consequência.
Casos como esse, cada vez mais comuns, são um retrato do perigo que a intolerância no trânsito representa para todos. A mistura de estresse, pressa e falta de empatia pode transformar pequenas discussões em tragédias. É fundamental que se reforcem campanhas de conscientização e se discuta mais amplamente a saúde mental de motoristas e motociclistas, porque o volante não é lugar para explosões de raiva.
A violência, seja qual for a justificativa, precisa ser combatida e jamais aceita como solução de conflitos banais do dia a dia.







Nunca um carro branco, mas sempre um carro branco. Se tratando de Divinópolis isso é comportamento ensinado no berço e não é de hoje.