Mãe atípica denuncia cancelamento de reunião após ser retirada do plenário em Divinópolis

Movimento de famílias atípicas cobra espaço para debater políticas de inclusão e relata frustração com falta de diálogo no Legislativo

Publicado por: Geraldo Passos

Uma mãe atípica, representante de várias famílias que lutam pela inclusão de crianças com deficiência, desabafou após ser retirada do plenário da Câmara Municipal de Divinópolis. Ela afirmou ter sido impedida de falar durante uma sessão pública e relatou ter sofrido constrangimento ao ser retirada do local pela segurança, mesmo tentando apresentar reivindicações legítimas em defesa dos filhos em uma reunião agendada para essa próxima sexta-feira e que foi cancelada – Flávia Castro, ao Divinews disse que a ordem para o segurança de retirá-la do plenário teria partido do presidente da Casa.

A reunião que estava marcada para ocorrer nesta sexta-feira, reunindo mães atípicas para tratar de demandas urgentes sobre saúde, educação e políticas de inclusão, acabou cancelada de última hora. O cancelamento, segundo a Câmara, se deu após um erro na solicitação de reserva do plenário. Prints de conversas mostram pedidos de confirmação da data, ainda assim frustrados.

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Em mensagens que circulam entre as mães atipicas a a indignação é geral: elas dizem que, se Flávia Castro, que tem conhecimento sobre a causa, foi silenciada, imagina então o que farão com elas e com seus filhos. A reunião seria uma oportunidade de debater problemas graves que estão ocorrendo envolvendo as crianças atipicas, como exemplo problemas com as neuroatípicas e a ausência de profissionais de apoio dentro das escolas municipais, bem como a questão do passe livre para crianças e acompanhantes. E o municipio descumpre lei federal neste sentido.

A mãe que foi retirada do plenário, visivelmente abalada, denunciou que não estava fazendo confusão, mas apenas cobrando providências, especialmente após episódios recentes de negligência envolvendo crianças com deficiência na rede pública municipal. Ela questionou a postura do Legislativo e reforçou que o movimento continuará, ainda que sem o apoio institucional que esperava.

“Eu não estava cometendo nenhum crime, apenas cobrando um direito, mas fui retirada como se fosse uma marginal”, desabafou em vídeo.

Entre as participantes, o sentimento é de indignação com a postura de alguns parlamentares e servidores da Câmara, que não teriam dado a atenção devida à pauta. Elas destacam que não aceitam ser silenciadas e tão pouco intimidadas e pretendem insistir para que a reunião já agendada e confirmada aconteça nesta próxima sexta-feira, ou seja, amanhã as 14h30min no plenário da Câmara.

Finalizando sua indignação, Flávia Castro, diz que: “Se a Câmara é a Casa do Povo e ela se nega a receber o povo, ela então está a serviço de quem?”

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