A Câmara Municipal de Araújos, no Centro-Oeste de Minas, deu início ao processo de cassação do vereador Lucas Coelho. Ele está preso preventivamente desde o dia 5 de junho, acusado de matar o ex-noivo, o professor Jhonathan Simões.
O crime, que chocou a população da região, aconteceu no dia 29 de maio, no Bairro Sagrado Coração de Jesus, em Formiga.
Segundo a investigação da Polícia Civil, Lucas teria usado uma arma de fogo para executar a vítima com vários disparos. A motivação, de acordo com as autoridades, envolve questões passionais e desentendimentos anteriores entre os dois.
A abertura oficial do processo de cassação confirmada nesta segunda-feira (30), pelo presidente da Câmara, Saulo Geraldo de Azevedo (PRD). O documento que instaura o procedimento assinado há duas semanas, mas somente agora a informação se tornou pública.
Comissão processante definida
O caso agora está sob análise de uma Comissão Processante formada pelos vereadores João Roberto Batista (PL), Edson Vinicio (PSD) e Vanessa Rodrigues (Avante). O grupo terá o prazo legal de 90 dias para concluir o relatório e apresentar o parecer ao plenário.
A votação final que poderá resultar na cassação do mandato de Lucas Coelho exigirá maioria simples entre os vereadores presentes.
Suspensão e corte de salários
Mesmo antes da abertura formal do processo de cassação, a Mesa Diretora da Câmara já havia adotado medidas punitivas contra o vereador. Entre elas, a suspensão imediata de suas funções legislativas e o bloqueio do pagamento de seus salários.
A decisão segue a legislação vigente e visa garantir que os trabalhos da Casa prossigam sem interferências externas, considerando a gravidade das acusações.
Prisão preventiva e denúncia por homicídio qualificado
Lucas Coelho se apresentou espontaneamente à Polícia Civil em Bom Despacho no dia 5 de junho, dias após o crime. Desde então, permanece preso preventivamente.
O inquérito da Polícia Civil resultou em indiciamento por homicídio qualificado. Entre as qualificadoras apontadas está o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.
Além disso, a Promotoria já ofereceu denúncia formal à Justiça. O caso tramita na Vara Criminal de Formiga e aguarda o desdobramento das audiências de instrução e julgamento.
Repercussão no meio político
Além disso, o caso tem gerado grande repercussão em Araújos e municípios vizinhos. Lideranças políticas, movimentos sociais e moradores acompanham de perto os desdobramentos, tanto na esfera criminal quanto no Legislativo.
Portanto, a expectativa é que o processo de cassação avance rapidamente nas próximas semanas. Caso a perda de mandato seja confirmada, será a primeira vez que a Câmara de Araújos cassa um vereador por homicídio.






