Namorado do vereador de Araújos, professor assassinado em Formiga, “Jhony” teve medida protetiva contra Lucas negada

Jhonathan Simões, de 31 anos, foi assassinado na porta de casa após alertar autoridades sobre ameaças de ex-companheiro; caso é investigado.

Publicado por: Redação

Na noite da última quinta-feira (30), o educador Jhonathan Silva Simões, de 31 anos, foi executado a tiros em frente à residência onde morava, no bairro Sagrado Coração de Jesus, em Formiga. Conhecido como Jhony, ele havia buscado amparo judicial contra ameaças do ex-namorado, mas teve o pedido de medida protetiva recusado. O caso, que está sob apuração da Polícia Civil, ganhou repercussão após denúncias da família sobre o histórico de perseguições sofridas por Jhonathan.

De acordo com Junio Pablo de Moura, primo e criado como irmão da vítima, o professor mantinha um relacionamento com o vereador Lucas Coelho (PSD), de Araújos. Inicialmente tranquilo, o vínculo teria se tornado abusivo, culminando em episódios de intimidação e violação de privacidade.

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O crime ocorreu por volta das 18h15. Segundo relato de Pablo, câmeras de segurança mostram que o autor dos disparos já aguardava a chegada de Jhonathan desde 17h30. Ao avistar a vítima atravessando a rua, o atirador agiu de forma premeditada, efetuando seis disparos pelas costas e fugindo em seguida. O criminoso usava boné e estava com o rosto coberto.

Foto: Jhonatan Silva, morto semana passada pelo vereador de Araújos, Lucas Coelho (PSD), namorado o qual Jhony tinha uma medida protetiva contra. – Reprodução/Redes sociais.

Ontem (04), o Divinews tentou entrar em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), para obter informações sobre o indeferimento da medida protetiva, mas ainda não recebeu retorno. Até a última atualização desta reportagem, o vereador citado não foi localizado para comentar o caso.

Enquanto aguardam respostas das autoridades e a localização do suspeito, os familiares de Jhony cobram providências. “Nada vai trazer o Jhony de volta. Mas ele não pode ser mais um número. Ele pediu ajuda, gritou por socorro, e ninguém ouviu. Agora, o mínimo que esperamos é justiça”, afirmou um relativo de Jhonatan, à imprensa local.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que trata o caso com prioridade. “As investigações estão bem avançadas, com o objetivo de esclarecer completamente os fatos, especialmente quanto à autoria e à motivação do crime. Neste momento, em razão do andamento dos trabalhos, não é possível divulgar outras informações.”

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