Mais um capítulo polêmico envolve a gestão da saúde pública em São Sebastião do Oeste, sob comando do secretário da pasta, Gutemberg Dias. A denúncia da vez aponta que um motorista do Pronto Atendimento Municipal teria recebido mais de R$ 18 mil em um único mês, valor muito acima da média salarial de outros motoristas da mesma função, que varia entre R$ 4 mil e R$ 5 mil.
O caso ganhou as redes sociais e provocou revolta entre servidores e moradores, que apontam irregularidades graves na gestão da pasta. Segundo denúncias, o motorista em questão teria atuado como cabo eleitoral do atual prefeito nas eleições e, após a vitória, passou a exercer a função de coordenador das ambulâncias — um cargo inexistente na estrutura oficial do município.
A nomeação informal pode configurar desvio de função e eventual ato de improbidade administrativa, violando os princípios da legalidade e impessoalidade no serviço público.
Horas extras fixas e escalas abusivas
Outros motoristas ouvidos sob o manto do anonimato, afirmam que o servidor recebe, de forma fixa, 44 horas extras mensais, benefício exclusivo e não estendido aos demais colegas. Eles denunciam ainda que o próprio servidor seria responsável por elaborar a escala de plantão — determinando jornadas de 24 horas consecutivas, algo ilegal e prejudicial à segurança de pacientes e condutores.
“Como um motorista vai trabalhar 24 horas seguidas em uma ambulância, transportando pacientes em estado grave? Isso coloca todos em risco, inclusive a vida das pessoas atendidas pelo serviço”, alertou um dos profissionais.
A denúncia também aponta que essas escalas exaustivas violam a legislação trabalhista, as normas da saúde do trabalhador e o próprio Código de Trânsito Brasileiro, que exige atenção e reflexo pleno dos motoristas, especialmente em situações emergenciais.
Cresce pressão por explicações do prefeito e do secretário
O episódio já circula fortemente entre grupos de WhatsApp e perfis da comunidade nas redes sociais. A população exige esclarecimentos urgentes da Prefeitura, a responsabilização dos envolvidos e investigação pelos órgãos de controle, como o Ministério Público.
A pergunta que ecoa entre os moradores é direta: por que um servidor que deveria prestar o mesmo serviço que os demais está recebendo tanto? E quem autorizou tal privilégio?
Enquanto isso, a imagem da saúde municipal segue abalada por denúncias recorrentes de falta de medicamentos, atraso em exames e agora supersalários para apadrinhados políticos.
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