O jovem Jair Júnior Oliveira Libério Teles, morador de São Sebastião do Oeste, vive um drama que se arrasta há mais de 43 dias: ele aguarda, sem sucesso, a realização de uma cirurgia urgente na mão. A demora, segundo denúncia da família, se deve à recusa da Secretaria Municipal de Saúde em autorizar o pagamento de uma placa ortopédica avaliada em R$ 30 mil — item fundamental para a realização do procedimento. Sem a cirurgia, Jair corre o risco de perder permanentemente o uso da mão.
O caso ganhou repercussão após a mobilização da família e o apelo emocionado de moradores da cidade. Segundo parentes, a Secretaria de Saúde, sob comando do secretário Gutemberg Dias, não teria apresentado justificativas claras para a negativa do custeio. “Se tivéssemos os R$ 30 mil, isso já teria sido resolvido. Mas não temos. Estamos vendo ele definhar dia após dia, e ninguém faz nada. É desumano”, desabafou um familiar.
“Isso é vida! Isso é saúde!”, denuncia Mateus Veterinário
A indignação da comunidade cresceu ainda mais depois que o líder político e ativista Mateus Veterinário tomou conhecimento da situação e foi até o hospital onde Jair está internado. Em vídeo gravado ao lado do jovem, Mateus cobra veementemente providências da Prefeitura e da Secretaria de Saúde.
“Não é possível que um jovem esteja há mais de 40 dias esperando uma cirurgia porque o município não quer pagar uma placa. Isso é vida! Isso é saúde! Não podemos aceitar esse tipo de abandono”, afirmou.
A denúncia gerou grande repercussão nas redes sociais, onde moradores da cidade iniciaram uma corrente de apoio à família e passaram a exigir medidas imediatas do poder público.
Impasse jurídico ou negligência?
A alegação do município, segundo informações preliminares, seria de que existe um entrave jurídico quanto à aquisição do item de alto custo, o que, na prática, tem paralisado a resolução do caso. No entanto, a família e os apoiadores classificam a situação como um caso claro de negligência administrativa diante de uma emergência médica.
Enquanto o impasse persiste, Jair continua sofrendo e enfrenta o risco iminente de comprometimento irreversível da função da mão.
A comunidade local clama por urgência e humanidade. A omissão do poder público diante de um caso com risco real à integridade física de um jovem trabalhador gera revolta e pedidos de responsabilização.
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