A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encerrou as apurações da operação Juros Altos, realizada em janeiro deste ano em Divinópolis. O inquérito policial revelou a existência de um grupo que praticava agiotagem, extorsão e associação criminosa, levando ao indiciamento de quatro suspeitos com idades entre 19 e 48 anos.
Segundo os investigadores, os envolvidos se organizavam para oferecer empréstimos a juros extremamente elevados, utilizando empresas fictícias para mascarar a ilegalidade das transações. Quando os devedores deixavam de quitar os valores, eram coagidos com intimidações graves e agressões físicas. Em um dos casos apurados, os investigados invadiram a casa de um casal no bairro Catalão, arrombaram a porta, espancaram o homem e ainda levaram uma motocicleta da família.
Durante os trabalhos investigativos, quatro testemunhas e as duas vítimas principais foram ouvidas. Já os indiciados optaram pelo silêncio durante os interrogatórios. Três deles foram presos preventivamente ao longo das diligências, enquanto o quarto foi capturado em flagrante logo após cometer o crime.
A operação também resultou na apreensão de uma série de provas que reforçam a acusação, entre elas grande volume de dinheiro em espécie, celulares, notebook, cartões com nome das empresas de fachada, anotações sobre os empréstimos, dois carros, duas motos, uma moto aquática e uma carretinha.
O grupo foi formalmente acusado pelos crimes de extorsão qualificada (art. 158, §1º, do Código Penal), formação de quadrilha (art. 288, parágrafo único, do Código Penal) e usura (art. 4º da Lei 1.521/51), todos com agravantes previstos no art. 69 do Código Penal. O inquérito, que ultrapassa 200 páginas, foi enviado à Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de identificar a participação de outros possíveis integrantes da organização criminosa.
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