Em uma ofensiva contra o crime organizado, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu sete pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha envolvida com agiotagem, lavagem de dinheiro, extorsão e furto. A operação, batizada de Crédito Sombrio, foi deflagrada nessa quinta-feira (05/06) em quatro cidades da região Centro-Oeste, Nova Serrana, Divinópolis, São Gonçalo do Pará e Bom Despacho.
Ao todo, 26 policiais civis participaram da operação, que cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão. Além das sete prisões decretadas pela Justiça, duas pessoas presas em flagrante. Uma delas portava arma de fogo. Além disso, também bloqueadas judicialmente 103 contas bancárias, com movimentação suspeita que ultrapassa R$ 32,8 milhões. Os valores eram distribuídos entre os investigados e pessoas usadas como “laranjas”.
As investigações começaram em dezembro de 2023, após o furto a um estabelecimento comercial em Nova Serrana. No local, os policiais encontraram cartões de uma financeira e registros de cobranças diárias, o que levantou a suspeita de um esquema de agiotagem disfarçado de empréstimo legal. Além disso, a partir daí, os investigadores aprofundaram as apurações e obtiveram a quebra de sigilo bancário dos envolvidos.
Portanto, além dos valores bloqueados, a PCMG apreendeu uma vasta quantidade de bens e documentos. Encontraram, R$ 21 mil em dinheiro vivo, 18 relógios de luxo, uma arma, 34 cartões bancários, quatro computadores, 43 celulares, cheques no valor de R$ 250 mil, além de veículos, uma carretinha, uma moto aquática, joias e documentos relacionados às operações criminosas.
Além disso, os agentes também sequestraram 13 imóveis em São Gonçalo do Pará, cidade vizinha a Nova Serrana, onde parte da organização atuava. O impacto financeiro e o volume de material apreendido apontam para um esquema estruturado e de longo alcance.
Portanto, a Polícia Civil segue em busca de um dos integrantes do grupo, que está foragido. A investigação continuará para identificar o alcance da rede e responsabilizar todos os envolvidos.
Além disso, segundo a corporação, a operação reforça o compromisso com o combate ao crime organizado e à corrupção financeira no interior do estado. As autoridades ainda não divulgaram os nomes dos detidos, mas destacam que a quadrilha agia com violência, chegando a extorquir comerciantes e trabalhadores locais.






