Estudante e mãe de aluna agridem professora em escola de Divinópolis, por adolescente ter se recusado a não mexer no celular

Professora da Escola Estadual Ilídio da Costa Pereira, no bairro Alvorada, teria sido agredida no pescoço durante reunião na direção; Ambas as supostas agressoras foram levadas pela PM à delegacia, além do registro de um boletim de ocorrência, segundo relato em denúncia ao Divinews.

Publicado por: Redação

Uma pessoa que optou por não se identificar procurou o Divinews para reportar uma denúncia acerca de uma suposta agressão contra uma professora da Escola Estadual Ilídio da Costa Pereira, no bairro Alvorada, em Divinópolis. Segundo a denunciante, na última terça-feira, dia 06 de maio, uma aluna de 13 anos da instituição de ensino teria levado o celular para sala – o que é proibido por lei desde o ano passado, e, devido a isso, foi preciso marcar uma reunião com a direção. Estas informações foram apuradas tanto com a Polícia Militar (PM) na cidade, quanto com a Superintendência Regional de Ensino (SRE-MG) – Leia as notas e repasses adiante na reportagem.

A diretora convocou a mãe da estudante para detalhar sobre o caso, que, conforme relatado ao Divinews, porém, a genitora teria se alterado ao passo que a própria aluna também, e, em animosidade, ambas teriam partido para cima da profissional.

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A denunciante introduz. “Acho que esse caso deveria repercutir, pois a professora está muito abalada. A aluna levou celular para escola, a direção chamou a mãe para conversar. No ato da conversa chamou a professora para dar os detalhes de quando a professora pegou a aluna com o celular.”, iniciou na denúncia.

Ela complementa. “Logo na conversa com a direção a mãe começou a bater na mesa e se exaltar, e a aluna partiu para cima da professora. Vou no pescoço da professora deixando-a toda arranhada.”, aprofundou no relato.

A fonte conclui. “Chamaram a PM e todos foram para a delegacia. Mãe e aluna foram detidas. Professora fez corpo delito.”, concluiu a denunciante anônima.

O que disse a Polícia Militar

Acionada, a PM reproduz o registro da ocorrência. “Os militares foram chamados nessa escola, onde segundo informações da diretora e da professora, estava ocorrendo uma reunião com a mãe de uma aluna, que foi surpreendida com um aparelho celular dentro de sala, sem autorização, e que esse aparelho celular deveria ser devolvido ao responsável pela aluna.

Então, eles chamaram a mãe dessa aluna lá na escola para entregar esse celular, e durante essa reunião, a mãe da aluna se exaltou muito, querendo o celular, desferiu alguns tapas na mesa da diretora, dizendo que queria o telefone, e que nesse momento, a professora, ao sair da sala da diretora, ela foi agredida pela aluna, a qual, a aluna que veio agarrar o pescoço da professora e agredi-la fisicamente, causando lesões leves, arranhões no rosto da professora.

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A menor infratora, de 13 anos, foi encaminhada juntamente com a mãe dela para a delegacia de polícia.

A menor foi apreendida. Foi confeccionado o boletim de ocorrência policial de lesão corporal leve. A gente pede, se possível, maiores informações, verificar junto com a secretaria de educação.”, reproduziu via assessoria, a PM.

O que disse a Superintendência Regional de Ensino

Acionada, a Superintendência Regional de Ensino (SRE) em Divinópolis, por meio de três pessoas, encaminharam a ligação até a inspetoria, posteriormente à assessoria de gabinete da mesma. Ao fim, o atendente comunicou que não tem autorização para responder a imprensa e solicitou contato via e-mail para assessoria de comunicação, em Belo Horizonte, a qual também foi contatada. (Leia a nota encaminhada)

Sobre o ocorrido na Escola Estadual Ilídio da Costa Pereira, em Divinópolis, na última terça-feira (6/5), a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informa que a direção da instituição tomou todas as providências previstas nos protocolos para situações como essa. A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada e registrou um Boletim de Ocorrência.

O Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), composto por psicólogo e assistente social, prestará apoio às servidoras e realizará intervenções pedagógicas na escola, com foco em temas como relações humanas, comunicação não-violenta e convívio respeitoso no ambiente escolar. Essas ações visam fortalecer a convivência harmoniosa entre os estudantes e toda a comunidade escolar.

A estudante será transferida para outra unidade de ensino da rede estadual. Além disso, o caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar do Município para acompanhamento e providências.

A pasta reforça o compromisso com a promoção da paz e do respeito no ambiente escolar por meio de diversas ações, incluindo o Programa de Convivência Democrática. O Programa contempla protocolos e documentos com a perspectiva de fortalecer as políticas de prevenção às diversas formas de violência nas escolas, além de normatizar os procedimentos a serem adotados pelas unidades da rede estadual de ensino.

A SEE/MG reitera que repudia qualquer forma de agressão ou violência, e reafirma que a escola deve ser um ambiente de paz e aprendizado para todos. O caso está sendo investigado pelas autoridades competentes.”, conclui a nota.

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  1. Giovanna Penna Eirada disse:

    Ser professor se tornou uma profissão perigosa, é agressão de aluno, é agressão de pais, é agressão de colegar de trabalho, e pasmem, nem toda direção segura o rojão ao lado do professo, algumas jogam o professor aos leões e deixa ele se lascar sozinho, quando não o convida a se retirar, pois mancharia a imagem da escola.

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