Durante Audiência Pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o advogado Daniel Deslandes, presidente da Comissão de Liberdade, Imprensa e Expressão da OAB-MG, fez declarações estarrecedoras sobre o passado do prédio onde funcionava o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), defendendo com veemência a criação de um memorial da ditadura militar e da tortura no local.
Representando juridicamente os movimentos sociais e jovens que ocupam o espaço, Deslandes afirmou que a presença da juventude na mobilização é fundamental, sobretudo frente ao avanço do negacionismo histórico e das fake news que tentam reescrever o período sombrio da repressão no Brasil.
“Conseguimos abrir os porões do DOPS. Há um anfiteatro de tortura com tratamento acústico para não incomodar vizinhos. Isso precisa ser denunciado”, declarou.
Tortura assistida e aparato institucional de repressão
Segundo Daniel Deslandes, que visita quase diariamente o prédio ocupado, os relatos colhidos e os registros históricos indicam que o DOPS funcionava não só como centro de repressão, mas como ambiente de espetáculo da barbárie. Empresários e convidados teriam sido chamados a presenciar sessões de tortura para aprendizado e intimidação.
“Existia um armário no meio do setor administrativo onde presos eram enfiados vivos. As pessoas gritavam enquanto a delegacia seguia operando normalmente. Isso é monstruoso.”
O advogado ainda citou o agente da CIA, Dan Mitrione, conhecido por treinar agentes brasileiros em técnicas de tortura durante o regime militar. Mitrione teria passado pelo DOPS em Belo Horizonte e contribuído para o estabelecimento desses métodos.
Apelo à Secretaria de Cultura
Na audiência, Daniel Deslandes dirigiu um apelo direto ao secretário de Estado de Cultura, Leônidas Oliveira, para que se junte ao comitê de mediação do impasse e ajude a garantir que o prédio seja transformado no memorial pretendido pelos movimentos sociais.
“Já tivemos sucesso com a ocupação do CRJ. Podemos repetir isso aqui, com diálogo e responsabilidade”, reforçou.
A proposta, segundo ele, não é apenas de ocupação, mas de resgate da memória e preservação histórica, para que as novas gerações conheçam a realidade do que foi a repressão no Brasil — e para que jamais se repita.







A esquerda brasileira está presa nos anos 60. Estamos em 2025 e vocês ainda nessa de memorial do DOPS …Vão procurar o que fazer …… bando de gente sem serviço. Querem fazer ativismo político ideológico apenas.