Durante uma viagem de ônibus realizada com usuários do transporte coletivo de Divinópolis, o vereador Vitor, o mais jovem da atual legislatura, conversou com os passageiros sobre a precariedade dos serviços prestados pela empresa TransOeste (Trancid) e cobrou mais transparência sobre os repasses públicos destinados à concessionária. Segundo ele, apesar de a Prefeitura destinar milhões de reais à empresa, os problemas se acumulam: veículos superlotados, falta de cobertura nos pontos e descumprimento de cláusulas contratuais básicas. “Não é por falta de dinheiro, que a Prefeitura repassa milhões para a Trascid) fazer um serviço porco”, afirmou. Ao mesm tempo em que lamentou a não adesão dos demais vereadores ao seu pedido de CPI.
Diante das inúmeras reclamações, Vitor avisou aos passageiros que propôs a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar como estão sendo usados os recursos públicos pela empresa. O pedido, no entanto, não obteve o apoio necessário da Câmara: apenas dois vereadores assinaram a solicitação, número insuficiente para sua abertura. “Precisa de seis assinaturas, eu só tive duas, porque os outros vereadores não assinaram”, lamentou o parlamentar.
Durante o ato, Vitor reforçou que seguirá fiscalizando o transporte coletivo e incentivou os cidadãos a denunciarem situações de descaso, especialmente na linha 19 — apontada como a pior por meio de uma enquete feita por ele. “Se pegar o 19 de novo e estiver cheio, me marquem no Instagram, ou mandem no meu telefone. Vamos bater de frente com essa empresa. Ou melhora o serviço, ou sai da cidade.”
A ausência de apoio dos demais vereadores, a CPI pedida por ele, na opinião dos passageiros, segundo relatos do próprio vereador, levantou questionamentos sobre o real compromisso do legislativo com a transparência e a qualidade dos serviços públicos.
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