Na noite de ontem, segunda-feira (31), um homicídio de grande repercussão abalou a cidade de Montes Claros, no Norte de Minas. O empresário Walas Rodrigues de Souza, de 49 anos, foi assassinado a tiros pelo próprio filho, Bruno Gonçalves de Souza, de 29 anos. O crime ocorreu em uma das avenidas mais movimentadas da região central, em frente a testemunhas.
De acordo com a Polícia Militar, o homicídio teria sido motivado por uma disputa financeira entre pai e filho, relacionada ao encerramento de uma empresa da qual ambos eram sócios. Após cometer o crime, Bruno fugiu, mas foi localizado e preso em um hotel nos arredores da cidade.
Reconstituição do crime
O assassinato aconteceu por volta das 20h30min, quando Walas deixava um bar acompanhado de sua companheira. Testemunhas relataram que Bruno chegou a cumprimentar a madrasta antes de se aproximar do pai, que estava distraído com o celular.
Ao se dirigir ao carro estacionado a poucos metros dali, ele foi surpreendido pelo filho, que efetuou seis disparos pelas costas. A vítima foi atingida na região do tórax e morreu no local. A mulher que o acompanhava presenciou toda a cena, mas não foi ferida.
Captura do suspeito
A Polícia Militar iniciou buscas imediatamente após o crime e, através do serviço de inteligência, descobriu que Bruno havia se hospedado em um hotel na saída de Montes Claros, com destino a Bocaiúva. Uma equipe policial se deslocou até o local e realizou a prisão do suspeito, que não resistiu e confessou o crime.
Em depoimento às autoridades, ele alegou que as constantes desavenças com o pai, principalmente devido ao fechamento da empresa de produção de polietileno, levaram ao ato extremo. Ele afirmou que estava enfrentando dificuldades financeiras e culpava Walas pela situação.
Durante a prisão, a polícia apreendeu a arma utilizada no homicídio, além do celular do suspeito. Na residência do empresário, também foram encontrados um revólver e um aparelho celular pertencentes à vítima.
Repercussão
O crime gerou grande comoção em Montes Claros, onde Walas Rodrigues era uma figura conhecida no ramo da reciclagem. Ele era proprietário de uma empresa especializada na compra e venda de materiais recicláveis, como latinhas de alumínio, e era popularmente chamado de “rei dos recicláveis”.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes e motivações que levaram ao assassinato.






