A cidade de Nova Serrana, em Minas Gerais, tem enfrentado uma série de episódios de homofobia que mancham sua reputação. O caso mais recente envolve o ex-vereador Jadir Chanel, que, durante uso da tribuna livre na última terça-feira (18), proferiu declarações homofóbicas ao sugerir que indivíduos com “trejeitos” não condizentes ao seu sexo biológico, como homossexuais, não deveriam atuar como professores, especialmente para crianças abaixo de 10 anos. Indiretamente, Jadir solicitou o afastamento de um professor, cujo nome não foi mencionado, baseando-se em sua orientação sexual.
As declarações de Jadir Chanel geraram ampla repercussão na comunidade local. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Nova Serrana emitiu uma nota de repúdio, afirmando que tomará todas as medidas legais cabíveis, incluindo uma representação junto ao Ministério Público, para responsabilizar o ex-vereador por suas falas discriminatórias. Além disso, o movimento LGBTQIA+ local manifestou seu repúdio, destacando que tais discursos reforçam preconceitos e promovem a desinformação na sociedade.
Este incidente soma-se a outros casos recentes de homofobia na cidade, envolvendo figuras públicas como os vereadores Kaio Rodrigues, que por sinal tem se esquivado do MP para não ser encontrado, e empresário Amilton das Impressoras, evidenciando um preocupante padrão de intolerância que precisa ser urgentemente combatido.
Durante a sessão o vereador Cabo Jhon, interrompeu a fala homofóbica de Jadir para se posicionar contrário ao despropósito que pedia, ou seja, o afastamento do professor. Cabo Jhon classificou a solicitação de Jadir como absurda e discriminatória.
A postura do ex-vereador Jadir Chanel não apenas fere os princípios constitucionais de igualdade e respeito à diversidade, mas também configura crime de racismo, conforme a legislação brasileira, que equipara a discriminação por orientação sexual ao crime de racismo.
A sociedade civil de Nova Serrana clama por ações efetivas que promovam o respeito e a inclusão, garantindo que episódios de discriminação e preconceito não se repitam e que os direitos de todos os cidadãos sejam plenamente assegurados.






