A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) está investigando dois casos de estupro de vulnerável supostamente cometidos por um adolescente de 13 anos, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. As vítimas seriam uma prima do menor, também de 13 anos, e a irmã dele, que tem apenas um ano. Os abusos foram denunciados pelas mães das vítimas nos dias 5 e 17 de fevereiro.
De acordo com um boletim da Polícia Militar (PMMG), no início do mês, a mãe da adolescente de 13 anos procurou os militares e relatou que sua filha teria sido estuprada por três adolescentes, de 13, 16 e 17 anos, no bairro São Caetano, em Contagem. A mulher informou que estava no serviço quando recebeu a ligação da menina. Ela se mostrou bastante nervosa e chorava, dizendo que precisava contar algo.
Ao retornar para casa, a mãe ouviu a filha relatar que havia mantido relações sexuais no final de janeiro com o primo, de 13 anos, e um amigo dele, de 16. No dia 1º de fevereiro, a jovem teria ido à festa de aniversário do menor de 16 anos e conhecido um adolescente de 17 anos, com quem manteve relações sexuais em duas ocasiões.
Os menores foram localizados pelos militares e admitiram ter mantido relações consensuais com a menor. O caso foi registrado como estupro de vulnerável, uma vez que o Código Penal configura como crime qualquer conjunção carnal ou ato libidinoso com menores de 14 anos.
Além disso, na segunda-feira (17), a PCMG foi procurada pela madrasta do adolescente após ela suspeitar que sua filha também teria sido abusada. A mulher relatou que buscou atendimento médico ao tomar conhecimento do boletim de ocorrência referente ao estupro envolvendo seu enteado.
Durante a consulta médica, os profissionais notaram vermelhidão nas partes íntimas da criança, o que indicou um possível abuso sexual. Com o laudo médico em mãos, a madrasta procurou os policiais para relatar a situação.
Ela ainda ressaltou que o adolescente morava com a família e tinha fácil acesso à irmã, ajudando frequentemente nos cuidados com a pequena. Diante disso, a PCMG registrou boletim contra o menor.
Em nota oficial, a Polícia Civil informou que foi instaurado um procedimento para apuração dos fatos pela Delegacia Especializada em Investigação de Ato Infracional.






