Ontem, segunda-feira (03), a comunidade escolar da Escola Municipal João Severino de Azevedo, localizada no bairro Davanuze, foi surpreendida com a notícia do fechamento da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). A informação foi repassada por representantes da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) de Divinópolis durante uma reunião que gerou grande revolta entre os alunos.
Desde o dia 13 de dezembro, quando a SEMED comunicou ao diretor da escola sobre a possibilidade do fechamento, a comunidade se mobilizou para garantir mais matrículas. Até o momento, foram feitas 42 inscrições, mas a decisão da Secretaria permanece inalterada. O EJA oferece 45 vagas e é uma oportunidade vital para aqueles que não conseguiram concluir a Educação Básica na idade apropriada, sendo que muitos dos alunos têm mais de 40 anos.
O vereador Vítor Costa marcou presença na reunião e manifestou sua indignação nas redes sociais. Ele criticou a postura da SEMED, ressaltando que o lema “A educação avançou” não se reflete na realidade enfrentada pelos alunos. “O que nos resta é apenas pressão popular”, afirmou Costa, convocando a população a se mobilizar em defesa do EJA.
Durante a reunião, momentos emocionantes marcaram o encontro. O diretor da escola ficou visivelmente tocado, e uma aluna compartilhou seu sonho de aprender a assinar o próprio nome, evidenciando a importância do EJA para pessoas que buscam uma segunda chance na educação.
A SEMED anunciou que os alunos afetados terão vagas garantidas no CETEPE, localizado próximo à rodoviária, com vale transporte assegurado. No entanto, os estudantes expressaram preocupação com a distância de 8 km e suas rotinas de trabalho apertadas, o que pode inviabilizar sua continuidade nos estudos e resultar em evasão escolar.
Pronunciamento de Vitor na Câmara
Na primeira reunião ordinária que deu início aos trabalhos de 2025, o vereador Vitor Costa abordou novamente a questão do fechamento da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em seu pronunciamento, ele destacou que acompanha a situação da Escola João Severino de Azevedo desde o dia 3 de dezembro, ressaltando que essa não é uma questão recente. Segundo ele, em conversas com a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), sempre foi informado de que nenhuma decisão seria tomada sem a participação da comunidade. No entanto, segundo Vitor, a informação recebida ontem pela comunidade foi de que a decisão já está tomada e que o fechamento da modalidade educacional será efetivado.
O vereador enfatizou que a escola oferece 45 vagas para a EJA e que, após uma campanha de conscientização realizada por ele e sua equipe, conseguiram preencher 42 dessas vagas. Mesmo assim, a SEMED justifica o fechamento alegando que não há fluxo suficiente de alunos, pois o número inicial tende a diminuir ao longo do curso. Para exemplificar essa realidade, Vitor mencionou sua própria experiência como aluno da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), onde, segundo ele, as turmas começam com cerca de 40 alunos, mas na formatura, apenas 15 chegam ao final do curso, e se formam.






