Na manhã desta quinta-feira (07), na porta da Escola Municipal Antônio Pio, localizada no Ferrador, mães e pais se reuniram em um movimento de protesto contra o que temem ser o fechamento da instituição. A indignação da comunidade é impulsionada pela nota oficial da Prefeitura de Divinópolis, que confirma a readequação da escola, mas nega o fechamento. A Prefeitura afirma que a Escola Antônio Pio passará a ser um anexo da Escola Evelina Greco, com previsão de atender apenas 34 alunos em 2025, incluindo novos cadastros.
No entanto, essa explicação não tem sido suficiente para acalmar as famílias, que veem a mudança como uma ameaça à educação local, e já se encontram em um estado de tensão desde 2023, época em que começou os “rumores” sobre a modificação.
A Prefeitura justifica a readequação com o argumento de que as turmas, atualmente compostas por várias séries, representam um “prejuízo pedagógico”, e que a medida visa melhorar o atendimento aos alunos, garantindo transporte e acesso a uma educação de qualidade. Porém, para muitos pais, essa readequação soa mais como uma centralização da educação, afastando as crianças da escola que elas conhecem e que faz parte do seu cotidiano.
A revolta das mães e pais é compreensível, pois a Escola Antônio Pio não é apenas um local de aprendizado, mas também um pilar da comunidade rural. As famílias temem que a mudança resulte em maior dificuldade de acesso ao ensino, sem que a qualidade e a proximidade com a realidade local sejam preservadas. O ato na porta da escola é um grito de resistência para garantir que o direito à educação não seja comprometido e que as necessidades da comunidade rural sejam atendidas de forma justa e eficaz.






