Na manhã da última quinta-feira (09), Passos foi palco de uma operação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Militar. Batizada de Operação Integridade, a ação teve como objetivo investigar e reprimir uma série de crimes eleitorais que teriam ocorrido durante as eleições de 2024.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, seis deles em Passos e um em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo. O foco das investigações recai sobre uma vereadora eleita e um grupo de outras sete pessoas, suspeitos de formar uma associação criminosa para praticar diversos crimes relacionados às eleições.
Segundo as autoridades, o grupo teria oferecido dinheiro a eleitores em troca de votos, além de realizar propaganda irregular no dia da eleição. Há indícios de que materiais de campanha foram distribuídos e fixados de forma inadequada em veículos e residências de eleitores aliciados, violando as regras eleitorais.
A operação envolveu um grande aparato, com a participação de cinco promotores de Justiça e 28 policiais militares, que se mobilizaram para cumprir os mandados e avançar nas investigações. A suspeita de que uma vereadora eleita esteja envolvida em tais práticas trouxe grande atenção para o caso, que ainda está em andamento.
A Operação Integridade busca não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também garantir a integridade do processo eleitoral, combatendo qualquer tentativa de manipulação que possa comprometer a vontade dos eleitores. As investigações continuam, e novos desdobramentos são esperados nas próximas semanas.






