Operação conjunta cumpriu sete mandados e apreende banheiras, veículos de luxo, CRLVs e celulares de grupo ligado ao tráfico e a crimes ambientais: A Polícia Civil de Minas Gerais, em parceria com o Ministério Público (MPMG) e a Polícia Militar, deflagrou nesta terça-feira, 8 de abril, a segunda fase da Operação Liga dos Campeões em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O objetivo da ação foi cumprir sete mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam celulares dos investigados, cerca de 50 Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLVs) suspeitos, duas banheiras de hidromassagem de origem ilícita e um veículo de luxo, possivelmente adquirido com recursos provenientes de atividades criminosas.
De acordo com o delegado-geral Marcos Tadeu de Brito Brandão, chefe do 9º Departamento da Polícia Civil, as investigações indicam que o grupo utilizava o esporte amador como fachada para ocultar a origem ilícita dos valores movimentados. Segundo ele, o objetivo da operação é reunir mais provas que fortaleçam as investigações em andamento sobre o esquema.
Além dos crimes financeiros, um dos alvos da operação foi preso em flagrante por manter animais silvestres em condições inadequadas. A prisão foi motivada pelo crime de maus-tratos, e os animais foram recolhidos pelas autoridades competentes.
A primeira fase da Operação Liga dos Campeões ocorreu em 13 de agosto de 2024, sob coordenação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Uberlândia, com apoio da 18ª Promotoria de Justiça, da Polícia Civil e da Polícia Militar de Minas Gerais. Na fase atual, participaram dois promotores de Justiça, 15 policiais civis, 45 policiais militares e servidores do Ministério Público.
Segundo fontes ligadas ao caso, o uso de competições esportivas de pequeno porte para lavar dinheiro tem se tornado uma estratégia recorrente entre facções, dificultando o rastreio do capital ilícito e camuflando o real propósito das movimentações financeiras. A operação de hoje reforça a articulação entre os órgãos de segurança e fiscalização para desmontar esse tipo de artifício.
As investigações continuam sob sigilo, e novas fases da operação não estão descartadas pelas autoridades envolvidas.
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