Amanhã, segunda-feira (02), a Procuradoria-Geral da República (PGR) começa a examinar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre o plano de golpe de Estado no final do governo de Jair Bolsonaro (PL). A análise será conduzida por uma força-tarefa composta por pelo menos nove procuradores, sob a liderança de Paulo Gonet, chefe da PGR.
Na semana passada, a PF concluiu mais uma fase das investigações, indiciando o ex-presidente e outras 36 pessoas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. O relatório, com 884 páginas, foi enviado à PGR pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
Nos bastidores, há especulações de que a PGR possa consolidar os inquéritos sobre o suposto golpe, disparos de fake news e milícias digitais em uma única denúncia. Caso isso ocorra, a acusação formal deve ser apresentada entre fevereiro e março do próximo ano.
Segundo a PF, as provas coletadas ao longo da investigação demonstram de forma clara que Jair Bolsonaro planejou, coordenou e teve controle direto sobre os atos executados pela organização criminosa que visava a realização de um golpe de Estado e a abolição do Estado Democrático de Direito. A PF afirma que o golpe não se concretizou devido a circunstâncias alheias à vontade do ex-presidente.
As investigações revelaram que os envolvidos se organizaram em diferentes núcleos, permitindo a individualização das condutas e a identificação dos seguintes grupos:
– Núcleo de Desques ao Sistema Eleitoral
– Núcleo Responsável por Incitar Militares a aderirem ao Golpe de Estado
– Núcleo Jurídico
– Núcleo Operacional de Apoio às Ações Golpistas
– Núcleo de Inteligência Paralela
– Núcleo Operacional para Cumprimento de Medidas Coercitivas
A lista completa dos indiciados inclui figuras como o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros, militares de alta patente e outros colaboradores próximos.
Veja a lista completa dos indiciados:
Ailton Gonçalves Moraes Barros (Capitão reformado do exército)
Alexandre Castilho Bitencourt Da Silva (Coronel do Exército)
Alexandre Rodrigues Ramagem (Deputado Federal e ex-chefe da Abin)
Almir Garnier Santos (Ex-comandante da Marinha)
Amauri Feres Saad (Advogado)
Anderson Gustavo Torres (Ex-ministro da Justiça)
Anderson Lima De Moura (Coronel do Exército)
Angelo Martins Denicoli (Major da reserva do exército)
Augusto Heleno Ribeiro Pereira (General da reserva e ex-chefe do GSI)
Bernardo Romao Correa Netto (Coronel do Exército)
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (dono do Instituto Voto Legal)
Carlos Giovani Delevati Pasini (Coronel da reserva)
Cleverson Ney Magalhães (Coronel do Exército)
Estevam Cals Theophilo Gaspar De Oliveira (General da reserva)
Fabrício Moreira De Bastos (Coronel da reserva)
Filipe Garcia Martins (Ex-assessor de Bolsonaro)
Fernando Cerimedo (Marqueteiro político)
Giancarlo Gomes Rodrigues (Subtenente do Exército)
Guilherme Marques De Almeida (Tenente-coronel do exército)
Hélio Ferreira Lima (Tenente-coronel do exército)
Jair Messias Bolsonaro (Ex-presidente da República)
José Eduardo De Oliveira E Silva (Padre)
Laercio Vergilio (General da reserva)
Marcelo Bormevet (Policial Federal)
Marcelo Costa Câmara (Coronel do exército e ex-assessor de Bolsonaro)
Mario Fernandes (General da reserva)
Mauro Cesar Barbosa Cid (Tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro)
Nilton Diniz Rodrigues (General de brigada do Exército)
Paulo Renato De Oliveira Figueiredo Filho (Jornalista)
Paulo Sérgio Nogueira De Oliveira (General da reserva e ex-ministro da Defesa)
Rafael Martins De Oliveira (Tenente-coronel do Exército)
Ronald Ferreira De Araujo Junior (Tenente-coronel do Exército)
Sergio Ricardo Cavaliere De Medeiros (Tenente-coronel do Exército)
Tércio Arnaud Tomaz (Ex-assessor de Bolsonaro)
Valdemar Costa Neto (Presidente do PL)
Walter Souza Braga Netto (General da reserva, ex-ministro e candidato a vice em 2022)
Wladimir Matos Soares (Policial Federal)






