Uma mulher de 39 anos fez uma denúncia de discriminação contra uma loja do Shopping Estação, em Belo Horizonte, após uma situação envolvendo sua filha de apenas 3 anos, diagnosticada com autismo, síndrome rara Triplox e epilepsia. O caso, registrado no dia 28 de outubro mas ganhou repercussão nesta sexta-feira (01), principalmente nas redes sociais.
Segundo o relato da mãe ao jornal ‘Estado de Minas’, a criança, em processo de desfralde, teve um escape de urina enquanto as duas estavam na loja, onde buscavam comprar um anel. A mãe, que acompanha de perto o desenvolvimento da filha, explicou que o incidente é comum nessa fase de crescimento. “Ela falou que tinha feito xixi, e ao verificar, vi que realmente havia acontecido”, contou.
Ao perceber a situação, a mãe procurou a gerente da loja para pedir um pano e um rodo para limpar. No entanto, a resposta que recebeu foi desanimadora. “Ela colocou a mão no rosto e, de forma irônica, questionou se eu esperava que eles dessem um pano da loja. No início, achei que era uma brincadeira, mas logo percebi que não era”, afirmou a mãe. A gerente continuou a comentar sobre o cheiro, chamando a atenção de outras funcionárias para o incidente, o que deixou a criança ainda mais nervosa.
A mãe, preocupada com o desconforto da filha, decidiu deixar a loja após efetuar a compra do anel. No entanto, ela não se conformou com o tratamento recebido e registrou um boletim de ocorrência para que o caso fosse investigado. Na quarta-feira (30/10), a família decidiu levar a questão à Justiça, pedindo respeito e conscientização no atendimento a pessoas com necessidades especiais. “Quero que os profissionais que atendem ao público recebam capacitação. O shopping pode não ser diretamente culpado, mas a imagem dele também fica afetada”, argumentou.
A loja, por sua vez, emitiu uma nota onde defendeu que não houve discriminação e alegou que está investigando a situação através de imagens de segurança. No entanto, a mãe criticou a falta de contato por parte da loja, destacando que apenas recebeu uma chamada de áudio pelo Instagram, que não percebeu. “A loja não se retratou. O shopping entrou em contato, mas a loja não se manifestou adequadamente”, desabafou.
Esse caso evidencia a importância da sensibilização e do respeito, reforçando que toda a sociedade deve se mobilizar para garantir um atendimento inclusivo e respeitoso, evitando situações de desconforto e discriminação.






