Exclusivo – São Gonçalo do Pará: Trabalhadores denunciam condições análogas à escravidão em usinas solares de Minas Gerais; gestor ameaça editor do Divinews

Publicado por: Geraldo Passos

Um grupo de trabalhadores pernambucanos contratados para atuar na montagem de usinas de energia solar em Minas Gerais denuncia que, após serem demitidos e ficarem sem salários, foram submetidos a condições que consideram análogas à escravidão. A denúncia, feita ao Divinews na última segunda-feira (7), envolve a empresa Planner Manutenção Elétrica Ltda, de Uberaba, cujo proprietário é Waldomiro de Oliveira Silva. A Planner foi contratada pela Maya Energy Ltda, que atua no setor de coordenação e controle de geração e transmissão de energia. Os sócios da Maya Energy Ltda são Fernando Carsalade de Araújo Pena, Leandro Moraes Costa e Luiz Felipe Alves Pires, com Matheus Maya como um dos gestores à frente da empresa.

Os trabalhadores, que foram contratados para trabalhar nas cidades de Santa Vitória, Prata de Minas e São Gonçalo do Pará, alegam que, após serem demitidos e ficarem sem receber seus salários, foram impedidos de retornar para suas casas em Pernambuco. Em um vídeo enviado ao Divinews, eles relatam que estão enfrentando dificuldades, com suas famílias passando necessidade no estado de origem. Segundo os relatos, a Maya Energy afirma ter repassado os valores devidos à Planner, que por sua vez, não efetuou os pagamentos, criando um impasse que deixa os trabalhadores desamparados.

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Além disso, os trabalhadores afirmam que a Planner deixou a obra há cerca de 15 dias, com a Maya prometendo assumir as dívidas e regularizar a situação, incluindo o registro dos trabalhadores. No entanto, até esta terça-feira (8), nenhum pagamento foi realizado.

“Eles nos ameaçam, dizem que se não continuarmos trabalhando, seremos expulsos do alojamento e deixarão de fornecer comida. Caso contrário, vão nos colocar para fora e parar de pagar o hotel”, relatou um dos empregados.

A situação envolve a restrição de locomoção dos trabalhadores, que sem o pagamento dos salários, não têm como voltar para casa, o que caracteriza uma violação do direito de ir e vir, além de possíveis condições análogas ao trabalho escravo. Segundo o Código Penal brasileiro, no artigo 149, o trabalho escravo inclui condições degradantes, jornadas exaustivas e a restrição de locomoção, com penas que variam de 2 a 8 anos de prisão e multa para quem cometer o crime.

O Divinews apurou que a Planner já foi alvo de denúncias de trabalho escravo em outra ocasião. Na época, uma inspeção da Polícia Federal concluiu que o caso se tratava de uma questão trabalhista. No entanto, a repetição dos eventos sugere uma prática comum de buscar mão de obra no nordeste e não cumprir com as obrigações contratuais e trabalhistas.

Em resposta ao Divinews, o departamento jurídico da Maya Energy Ltda enviou uma nota de esclarecimento, informando que “está efetuando repasses financeiros diretos aos colaboradores, utilizando recursos próprios, mesmo sem vínculo contratual direto com os trabalhadores”. A empresa afirmou também que está disposta a custear despesas com transporte e hospedagem para aqueles que desejam retornar às suas cidades de origem.

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Contudo, os trabalhadores contestam essa versão. Em um grupo de WhatsApp, ao qual o Divinews teve acesso, eles afirmam que não conseguem voltar para casa por falta de dinheiro e que muitos estão recorrendo a empréstimos para retornar. O impasse continua, sem uma solução definitiva à vista.

O caso tomou uma dimensão ainda mais preocupante após o gestor da Maya Energy Ltda, Matheus Maya, ameaçar o editor do Divinews de processo, se a matéria fosse divulgada. Isso aconteceu  durante o contato para esclarecimentos sobre a situação dos trabalhadores. A ameaça levanta questionamentos sobre as práticas da empresa. Posteriormente o departamento jurídico tentou colocar panos quentes sobre o comportamento de Matheus, “que ele estava nervoso”

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  1. Paulo disse:

    Normal, Maya energy maior caloteira de MG

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