Os institutos de pesquisa nem sempre conseguem prever com precisão os resultados das urnas, e as eleições de 2020 em Divinópolis são um exemplo claro disso. Naquela ocasião, o Instituto de Pesquisa F5 divulgou uma pesquisa estimulada, entrevistando 599 eleitores, e indicou que o então candidato a prefeito, Fabiano Tolentino, liderava a disputa com 18% das intenções de voto. Gleidson Azevedo aparecia em segundo lugar, com 13,17%, seguido por Laiz Soares, com 9,33%, tecnicamente empatada com Gleidson dentro da margem de erro de 4 pontos percentuais.
No entanto, o resultado real das eleições provou o contrário, evidenciando uma falha significativa na previsão. O Instituto também havia apontado que outros candidatos estavam em posições bem diferentes do que foi observado nas urnas: Galileu com 4,83%, Sargento Elton com 3,67%, Will Bueno com 2,33%, Maria Helena com 1,67% e Iris Moreira com 1,33%. Além disso, 30,33% dos eleitores ainda estavam indecisos, o que revela uma margem enorme de incerteza, e 13% afirmaram que votariam em branco ou anulariam seus votos.
Erros como esses reforçam a importância de enxergar as pesquisas eleitorais com cautela, pois, apesar de refletirem tendências momentâneas, não são infalíveis. As pesquisas muitas vezes não captam os últimos movimentos do eleitorado ou o impacto de variáveis não mensuráveis, como a força das campanhas nas ruas, redes sociais e mudanças de opinião de última hora.






