A cidade de Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas Gerais, está prestes a vivenciar uma eleição municipal marcada pela divisão de apoio político entre dois irmãos que tem tido destaque na política municipal, estadual e nacional, embora insistem em dizer que não são políticos e são contra o sistema, e adotam o popularesco “Nós ou Eles”, como se atualmente não pertencessem a elite empresarial e econômica do estado. O deputado estadual Eduardo Azevedo e o senador Cleitinho Azevedo, recentemente, em vídeos, demonstram querer o poder. Eles optaram por apoiarem candidatos diferentes. Fato é que essa suposta “discordância em família”, impacta diretamente o resultados das eleições, com a eventual divisão de votos e sensação de desconfiança dos eleitores.
Em um evento do partido União Brasil com o Partido Liberal, o deputado Eduardo Azevedo declarou publicamente seu apoio ao candidato a prefeito Juninho Grete e ao vice-prefeito Rafael Conrado. O vídeo foi publicado na rede do candidato Juninho, no dia 12 de setembro. No início do discurso, Eduardo ainda reforçou que ele e o irmão senador, Cleitinho, jamais iriam ter opiniões e lados diferentes, em relação aos apoios e demais costuras políticas. Fala essa que não se sustentou por muito tempo.
Por outro lado, neste sábado (05/10), menos de um mês depois e há um dia das eleições, o senador Cleitinho Azevedo tomou uma postura distinta e anunciou, em vídeo publicado no perfil do candidato Tom (Avante), declarou seu apoio ao candidato e ao vice, Ricardo Nogueira (Republicanos), que é do mesmo partido do agente federal.
O contraste da divergência ideológica e política dentro da família Azevedo, levanta questionamentos sobre o impacto nos votos dos eleitores de Carmo do Cajuru. Essa divisão pode não só enfraquecer o apoio consolidado de ambos, uma vez que o eleitorado que simpatiza com os dois irmãos, como também, o público votante agora se vêm diante de uma escolha a qual reflete a dissonância interna entre o clã Azevedo, proposital combinada, ou não.






