Estiagem agrava situação no Rio Pará e impacta municípios como Divinópolis e Pará de Minas

Publicado por: Redação

Na última quarta-feira (04), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) declarou uma situação crítica de escassez hídrica superficial no trecho do Rio Pará, acima da Estação Velho do Taipa, em Conceição do Pará. A decisão veio após um longo período de estiagem, que resultou na redução significativa dos níveis de água, colocando diversos municípios em estado de alerta.

O monitoramento do IGAM mostrou que a média das vazões diárias no local ficou abaixo do limite mínimo durante sete dias consecutivos, indicando uma situação crítica que exige ações imediatas para preservar os recursos hídricos da região. Como resultado, foi publicada uma portaria que impõe restrições na captação de água nas outorgas dos municípios afetados, com validade de 45 dias.

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A portaria prevê reduções específicas no volume diário permitido para diferentes finalidades de uso de água:

  • 20% para consumo humano, dessedentação animal ou abastecimento público;
  • 25% para irrigação;
  • 30% para consumo industrial e agroindustrial;
  • 50% para outras finalidades, exceto usos não consuntivos.

Essa situação afeta diretamente cerca de 200 outorgantes que dependem das águas do Rio Pará e seus afluentes, incluindo as cidades de Divinópolis, Itapecerica, Pará de Minas, Nova Serrana, Oliveira, entre outras. Essas cidades, que já enfrentam desafios hídricos, agora terão que lidar com a redução da captação, o que pode impactar tanto a população quanto setores produtivos, como o agronegócio e a indústria.

Para Túlio Pereira de Sá, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pará, a situação é alarmante. Ele reforça a necessidade de conscientização e educação ambiental para incentivar a redução do consumo e o reuso da água. “Se não adotarmos práticas mais sustentáveis agora, corremos o risco de agravar a crise hídrica em toda a bacia do Rio Pará”, afirmou.

Além das restrições, o IGAM suspendeu temporariamente a emissão de novas outorgas e a retificação de aumento de vazão ou volumes captados, buscando preservar o máximo possível os recursos já escassos.

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pará continuará monitorando a situação de perto e trabalhando com os usuários de água da região para buscar soluções que minimizem os impactos da seca. Se as condições climáticas não melhorarem e as chuvas não retornarem em breve, outras regiões poderão enfrentar restrições semelhantes.

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