Entre janeiro e agosto de 2024, o Brasil registrou 945 casos confirmados ou prováveis de mpox, número que já ultrapassa os 853 casos notificados ao longo de todo o ano de 2023. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o Sudeste concentra a maior parte dos registros, com 80,7% dos casos totais, sendo São Paulo o estado mais afetado, com 487 casos confirmados ou prováveis.
Além disso, foram notificados 264 casos suspeitos de mpox em todo o país, dos quais 107 (40,5%) estão concentrados no estado de São Paulo. A capital paulista lidera o ranking de municípios com maior incidência da doença, seguida pelo Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Brasília. Não há registros de casos confirmados em Amapá, Tocantins e Piauí.
O perfil predominante dos pacientes infectados segue sendo de homens (94,9%), na faixa etária de 18 a 39 anos (75,7%). Até o momento, apenas um caso foi registrado em crianças menores de quatro anos, e não houve casos confirmados em gestantes.
Das hospitalizações relacionadas à mpox, 7,3% dos pacientes precisaram de internação, incluindo cinco casos em unidades de terapia intensiva (UTI). Não foram registrados óbitos por mpox no Brasil em 2024, nem houve detecção da nova variante 1b, identificada no ano passado na República Democrática do Congo.






