Usar o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, mais conhecido como Fundo Eleitoral, ou jocosamente como “Fundão”, não é ilegal, e muito menos imoral, isso por que a Lei 13.487/2017 foi criada como resposta à decisão do STF que em 2015 declarou inconstitucional o financiamento privado de campanhas eleitorais, devido ao risco de corrupção e à influência desproporcional de grandes doadores, tornando desequilibrada a disputa entre os candidatos.
A ideia central era democratizar a distribuição de recursos de modo que, os financiamento de campanhas tivessem recursos suficientes para competir de maneira mais equilibrada, especialmente para aqueles com menos acesso ao financiamento da iniciativa privada.
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Ocorre que alguns políticos, especialmente os de direita, que são os maiores beneficiados com tais recursos (veja gráfico abaixo) notadamente os candidatos mais populistas tentam a todo custo demonizar Fundo Eleitoral.
O mais recente exemplo partiu do prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo que concorre a reeleição. Contudo, ele em sua comunicação ao dizer que não usará o fundo, esquece de dizer que o partido ao qual está filiado, o NOVO usará R$ 32 milhões de fundão, que serão distribuídos aos candidatos.
Fato é que, que Gleidson nesta última terça-feira, fez uma crítica contundente ao sistema eleitoral, denunciando o que considera ser um uso imoral do Fundo Eleitoral. Segundo ele, os quase 5 bilhões de reais destinados ao fundo poderiam ser melhor aplicados em setores essenciais como saúde e educação, mas, ao invés disso, são utilizados para “politicagem”.