Nesta terça-feira (30), a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou a morte de uma bebê de seis meses por coqueluche, na cidade de Londrina. O óbito é o primeiro no Brasil em três anos e o primeiro no Paraná em cinco anos, segundo o Ministério da Saúde. A bebê era uma menina prematura que “apresentava atraso nas vacinas” e não resistiu. A Sesa investiga ainda uma segunda morte pela doença, um bebê de três meses.
A doença conhecida como “tosse comprida” que pode começar como uma mera gripe e se agravar para um quadro clínico, conjuntivite forte, muita coriza, vias respiratórias obstruídas e vômitos. O coqueluche é uma doença previsível pelas primeiras vacinas do 1 ano de vida do ser humano, sendo administrada no 2 mês, 4 mês e 6 meses de vida. Além disso, a doença é fatal principalmente para bebês devido a falta de sistema imunológico completo.
A coqueluche é uma doença viral que pode ser transmitida por contágio através da tosse e microrganismos infectados. É importante que haja total restrição nas visitas para evitar o contágio de doenças como o coqueluche. Além disso, é de cunho importantíssimo a vacinação de todas as crianças em todas as etapas da vida.
A Ministra da Saúde, Nísia Trindade reforçou a orientação para que grávidas e crianças sejam vacinadas contra coqueluche. Segundo a ministra, o caso não liga um alerta, e sim reforça uma vigilância permanente em relação a qualquer agravo de saúde. “É uma doença prevenível por vacina, então recomendamos fortemente a vacinação.Estaremos acompanhando e trabalhando para evitar novos casos”, completou a ministra, que participou, no Rio de Janeiro, de um encontro sobre o enfrentamento global de novas pandemias.
O país e o mundo enfrentam o surgimento da coqueluche. Em 2024, a Secretaria de Saúde de São Paulo notificou 139 casos de coqueluche de janeiro até o início de junho – um aumento de 768,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando houve 16 registros da doença no estado.Enquanto no Paraná registrou 24 casos da doença respiratória entre janeiro e a primeira quinzena de junho, uma alta de 500% em relação ao mesmo período de 2023. No Brasil, até o momento, foram confirmados 339 casos de coqueluche em 2024, um crescimento de 56,2% em relação ao ano anterior.
A doença de coqueluche é uma doença fatal e que deve ser evitada de todas as formas possíveis, principalmente com a vacinação em dia. De acordo com o infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria aponta porquê essa doença preocupa todos os medicos “Uma das características da doença é essa periodicidade. É uma doença altamente transmissível, mais ou menos igual ao sarampo, e quando ela se espalha na comunidade, acaba infectando grande parte da população, gerando ondas da doença”, afirma Renato Kfouri.
* Informações de Agência Brasil e Revista Crescer






