“Obrigado pela poeira!”, Ironizam comerciantes sobre asfalto não concluído no Icaraí, e, cobram “melhor prefeito do Brasil”, da “gestão de dentro para fora”

Publicado por: Redação

Nesta semana, na última terça-feira (23), a pré-candidata a vereadora por Divinópolis, Néia Marques entrevistou vários moradores e comerciantes da Rua Rosana Guarany, uma das principais ruas do bairro Icaraí, que estão na bronca acerca do descaso para com eles.

Os munícipes locais se uniram para protestar contra uma obra de asfaltamento, que foi prometida e não concluída, pelo autoproclamado “melhor prefeito do Brasil”, Gleidson Azevedo (NOVO).

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O Chefe do Executivo, que na campanha passada disse que sua gestão seria de dentro para fora, não conseguiu atender a comunidade, não se sabe se porque ele não tem nenhum vereador da base ou correligionário dele por lá, ou por negligência.      

Em entrevista ao estilo jornalista comunitária, a pré-candidata Néia Marques entrevista os moradores. “Estou aqui a pedido do meu amigo Glauber, na Avenida Rosana Noranha Guarani, no bairro Icaraí. É uma situação que a população de  está vivendo, e, em outros bairros também, mas aqui está muito pior, porque nós temos Centro Industrial, que a partir das 15h30, acontece essa passagem de carro, caminhões, carretas, e a população e o comércio não estão aguentando a poeira. O comerciante adoecendo, os produtos todos sujos, não aguentam mais limpar os seus estabelecimentos.”, introduziu. 

Segundo Neia e os comerciantes diversos donos de estabelecimentos tem sofrido com a poeira e os transtornos causados. “O moço do açougue teve que fechar essa porta, porque não tem como deixar aberta, porque o produto dele tem que ficar exposto. Como vai acontecer com essa poeira toda? Eu estou aqui junto com os comerciantes, que estão pedindo uma solução para esse problema.”, reportou. 

Um dos munícipes da região ao encontro da introdução denunciada por Néia. “O que está acontecendo, a princípio, é um grande desprezo da Prefeitura conosco, que começaram uma obra aqui e não acabaram, e já vem arrastando, arrastando, e nós aqui sofrendo com essa poeira aqui, inolerável, sujando aqui, não só a avenida, como as casas vizinhas, até a dois quarteirões aqui para baixo, que já estão sentindo o efeito da poeira. A gente ainda agradece esse derrube, que vez ou outra ainda passa aqui um caminhão de água, desde aqui, molhando a avenida para poder melhorar.”, salientou Adilson.  

 Ele complementa. “As nossas mercadorias ficam todas sujas. O movimento diminuiu por conta dessa obra. Estamos muito prejudicados. Estamos nos sentindo prejudicados e largados pelo poder público, e representados pelo nosso prefeito, que podia, pelo menos, dar uma posição real do que está acontecendo, que não consegue falar com ele. Tudo que leva para ele, ele não responde.”, ele complementou. 

Neia em réplica, o instiga sobre a saúde e Adilson responde. “A saúde está péssima, né? Todo mundo com sinusite, remite, tossindo. Não tem jeito, a gente fica aqui o dia inteirinho exposto a essa poeira fina, e vai prejudicando.  O Agnaldo aqui mexe com carne. Como é que é que ele expõe a carne aqui para o cliente dele? Tem os supermercados ali que ficam também expostos.  Então, está intolerável. A saúde não está tendo jeito, é tosse, é dor de cabeça o dia inteiro.”, relatou. 

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A pré-candidata pergunta a outra pessoa que empreende no local, acerca dos produtos que tem sido estragados, devido ao descaso da Prefeitura. “E, Agnaldo, como é que está ficando a questão da carne? Porque você mexe com produto alimentício que tem que ficar em exposição. Como você está lidando com a situação da carne aí no seu açougue?”, questionou ao comerciante, Néia. 

O dono do açougue a responde em concordância sobre o problema. “A situação está crítica. Eu estou colocando a porta fechada, o pessoal está achando que o açougue está fechado, porque eu tenho duas portas. Então, a porta ao lado está aberta.Mas a mercadoria, a gente tem que colocar o mínimo possível no balcão, expor ela em menos quantidade, porque tem que fazer o giro da mercadoria. E a situação aqui na nossa rua está difícil. Não dá para ficar insuportável. É muita poeira.”, destacou. 

Neia Marques, pergunta a um terceiro popular, no que diz respeito ao atraso das obras, e o mesmo vocifera contra a atual gestão. “Meus colegas falaram que ia quebrar aqui para arrumar um asfalto novo. Tudo bem, iria durar 20 dias. Mas cadê o asfalto novo que até hoje não veio? E a poluição? Tossindo, sujo, a gente limpa a mercadoria, sujo. Então, cadê? A gente está pedindo um asfalto. Ou, senão, não deveria ter feito nada. Deveria ir do jeito que estava. Estava bem melhor.”, reclamou Glauber. 

A ativista e líder comunitária conclui. “A população, os comerciantes pedem um recurso. Seja ele qual for. Por quê? Nem o caminhão-pipa a prefeitura tem mandado. Eles estão tendo a solidariedade da siderúrgica, que passa e mole duas vezes por dia. Está aí, gestão, mais uma pérola que vocês deixam na mão das pessoas que pagam impostos. E os impostos caros dos imóveis, dos produtos. Vamos olhar isso. Não tem como continuar nessa situação. Porque isso aqui é caso de saúde pública. Não é só caso de transtorno. Você está deixando a população do bairro Icaraí doente psicologicamente e a saúde física também.”, provocou e finalizou, Neia. 

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