Em uma tentativa de minimizar a responsabilidade pela trágica morte da criança de quatro anos, Thallya Beatriz da Silva Pinto Satiro, que aconteceu há um mês, a Prefeitura de Divinópolis publicou nesta terça-feira (18/6) uma nota de esclarecimento. A sindicância concluída apenas pela Comissão constituida pela Secretaria de Saúde relata que foi feito um procedimentos padrão de atendimento e exalta a diligência dos profissionais, mas falha em reconhecer a dor da família e a gravidade da situação. A resposta é insensível e burocrática da Prefeitura, carecendo de empatia. Ressalte-se ainda que, a Policia Civil não realizou a necropsia e tão pouco o CRM não o relatório para análise final.
Relembre o caso:
Os pais de Thallya Beatriz, a criança que morreu na UPA Padre Roberto, desmentiram a versão oficial fornecida pelo IBRAPP e pela Prefeitura de Divinópolis em entrevista ao Divinews. Contrariando as informações iniciais de que Thallya tinha 2 anos, os pais esclareceram que ela tinha quatro anos. Eles também negaram que Thallya estivesse desfalecida ao chegar à UPA na segunda visita. A família afirmou que foi negada a realização de autópsia, apesar de solicitada, e que enfrentou constrangimento ao tentar registrar um boletim de ocorrência.
A mãe, Juliana Silva, relatou que levou Thallya à UPA na quarta-feira (24/4) devido a uma dor na perna, mas enfrentou longas esperas e uma consulta inicial negligente, onde a médica inicialmente afirmou que a menina não tinha nada, sem realizar exames. Somente após insistência, a médica solicitou exames de sangue e um raio-X, diagnosticando posteriormente que não havia problema grave, embora tenha prescrito três medicamentos. Os pais continuam buscando esclarecimentos sobre a causa da morte de Thallya.
Nota de esclarecimento da Prefeitura:
A Prefeitura de Divinópolis, através da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), informa a conclusão da sindicância instaurada para apurar a ocorrência de eventual negligência médica, no atendimento dispensado à paciente Thallya Beatriz da Silva Pinto Satiro.
Após análise do histórico dos atendimentos dispensados à paciente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto Cordeiro Martins, foi identificado que os profissionais médicos que atenderam a menor se valeram de todos os meios disponíveis naquela unidade para elucidação dos sintomas relatados.
No atendimento realizado no dia 24 de abril, foram solicitados exames de sangue, urina e RX, sem que os mesmos tenham sugerido a existência de patologias que demandassem o aprofundamento investigativo nas dependências da UPA Padre Roberto Cordeiro Martins.
Merece destaque o fato de o registro de atendimento realizado na referida data demonstrar uma anamnese diligente e um exame físico bem criterioso. Ademais, a médica assistente orientou retorno em caso de intercorrências e encaminha a criança à Estratégia Saúde da Família para acompanhamento médico assistencial e para extensão de propedêutica.
No atendimento do dia 26 de abril, em virtude de a paciente já ter entrado em parada cardiorrespiratória alguns minutos após sua chegada à Unidade, o que exigiu que toda equipe médica se desdobrasse nas manobras de ressuscitação, não foi possível realizar exames físicos e laboratoriais.
No entanto, foram realizados exames post mortem. Após a constatação do óbito, foi solicitada pela médica assistente a realização de necropsia para elucidação das razões que concorreram para tal evolução. No entanto, a devolutiva da Polícia Civil foi no sentido de que tal expediente é realizado apenas em casos de morte violenta.
Diante do exposto e, ainda que a Comissão não tenha identificado conduta negligente da médica assistente, recomendou-se, como aceno de boa-fé, o encaminhamento da ocorrência ao Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais para conhecimento e análise do resultado da Sindicância.
A recomendação da Comissão foi acatada pela Secretária Municipal de Saúde que promoverá o acionamento do conselho em questão.
Oportunamente, a Semusa reforça o compromisso com a transparência nos processos e manifesta o desejo de que a elucidação técnica e imparcial do ocorrido tranquilize não só as partes envolvidas, mas também toda a população de Divinópolis.
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É falta de respeito, com a família, verdadeira vergonha.um grupo de médicos que jura o atendimento e respeito e depois simplesmente negamos atendimento.E triste é que exames não iam nem sair do bolso deles.