Eduardo Soares Presidente da FIEMG Regional Centro-Oeste diz (vídeo) que crescimento de 8,6% é animador para indústria mineira


O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG Regional Centro-Oeste), Eduardo Soares Nunes explicou que as pesquisas do segmento apontaram que houve um crescimento de março, em relação a fevereiro deste ano, de 8,6%, demonstrando ter sido um índice bastante significativo e animador para a categoria. “Quando olhamos isoladamente temos até a impressão ter sido um crescimento anual. Mas, foi de um mês para o outro” – O bom resultada da indústria foi da extrativa com 3,5% e o de transformação, 9%. O incremento geral em expansão de um mês para o outro foi o maior em nove anos.

Eduardo Soares observou também que os empregos continuam estáveis, embora tenha tido um crescimento no último ano, mas que agora se estabilizou.

“Com capacidade instalada da indústria em 84,9%, basicamente 85% isso demonstra uma excelente recuperação pós pandemia, muito embora ainda a doença não tenha sido totalmente debelada, mas no momento estamos bem diferentes do que vivemos nos dois últimos anos”, explicou o presidente da Regional da FIEMG Centro-Oeste.

O que preocupa o setor, segundo Soares, são os preços dos combustíveis e a guerra da Rússia e Ucrânia que afeta os incrementos e insumos agrícolas, além do energético. Somado a taxa Selic que impacta demais nos resultados das empresas.

O presidente também tem preocupação do ano eleitoral em 2022; “O que o segmento torce é que seja uma eleição limpa, tranquila que traga menos coisas contraditórias que não afete o setor produtivo. Que os poderes se aliem e se respeitem”, afirmou.

Eduardo,  presidente da Regional Centro-Oeste da FIEMG, diz ainda que o setor está muito otimista, com a expectativa de um saldo bastante positivo para a indústria neste final de primeiro semestre, e também no segundo.

Em comparação com o mesmo intervalo do ano passado, o faturamento do setor industrial no Estado aumentou 1,4%. O resultado elevou para 7,8% o crescimento no acumulado dos últimos 12 meses, com expansões na indústria extrativa (21,3%) e na indústria de transformação (5,7%).

Analista de estudos econômicos da Federação explica que em março foi registrada elevação em praticamente todas as variáveis analisadas na pesquisa, ante fevereiro.

Além do faturamento da indústria geral ter crescido 8,6%, registrando a maior expansão para o mês em nove anos, as horas trabalhadas na produção apresentaram a elevação mais intensa para o mês em 12 anos, 4%. Frente a março de 2021, a expansão no índice ficou em 6%. Com o resultado, no ano, as horas trabalhadas na produção estão 2,6% maiores frente ao primeiro trimestre de 2021. No acumulado do ano, o resultado ficou 7,6% maior.

“O resultado positivo visto no faturamento é resultado da maior atividade nas indústrias extrativas e de transformação. É interessante destacar que no caso das horas trabalhadas na produção, a elevação veio, principalmente, em ocorrência de horas extras. O que mostra que as empresas estão trabalhando com horas a mais”.

Outro índice que apresentou resultado positivo foi a utilização da capacidade instalada. Em março, houve uma alta frente a fevereiro. O índice subiu de 84% para atuais 84,9%, em decorrência dos incrementos nos dois segmentos da indústria. No acumulado do ano, o índice está em 83% e nos últimos 12 meses em 82,3%.

 

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