Na administração de outro Azevedo, greve dos trabalhadores municipais de Divinópolis durou 38 dias; por reajuste de salário, autoritarismo e assédio moral


Os servidores municipais de Divinópolis iniciam nesta terça-feira (8) o que promete ser uma longa caminhada em defesa dos seus direitos. Diante da intransigência do prefeito Gleidson Azevedo (PCS), que deu por encerrada as negociações salariais desse ano, o Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram) e o Sintemmd, sindicato que representa os trabalhadores da Educação, começam a colocar em prática as manifestações aprovadas pelos servidores na assembleia do dia 31 de janeiro.

Os servidores rejeitaram a contraproposta feita pelo prefeito e sua equipe e o impasse está exatamente na revisão dos salários. Os sindicatos apresentaram um pedido de recomposição dos salários de 15,5% para cobrir o que não foi dado no passado, mais o índice desse ano. Em contrapartida, o prefeito ofereceu 9,63%, em duas parcelas, sendo 5% na folha de fevereiro, mais 4,63% em maio. Além disso, o prefeito deu as negociações por encerradas

Na assembleia do dia 31 a classe rejeitou a proposta e definiu uma série de ações, que começam com a paralisação de um dia marcada para amanhã. A p partir de 7h, a categoria permanecerá acampada em frente ao Centro Administrativo, com faixas e cartazes e um veículo de som que será utilizado para as manifestações dos servidores. A paralisação desta terça-feira foi planejada para evitar que o cidadão divinopolitano fique sem atendimento público. “Na saúde, faremos o contra-turno, com quem trabalha de manhã participando do momento no período da tarde e quem trabalha a tarde participará no período da manhã. Entendemos o momento difícil que a cidade atravessa e a manifestação não é contra a população e sim contra a intransigência e o autoritarismo do prefeito. Queremos que o cidadão continue sento bem atendido no serviço público municipal nesta terça-feira, mesmo com a nossa manifestação”, disse a presidente do Sintram, Luciana Santos.

Greve de 2016

Essa primeira manifestação terá a duração de um dia e, posteriormente, caso o prefeito mantenha as portas fechadas para as negociações, novos protestos deverão ser marcados. O movimento começa exatamente como ocorreu em 2016, quando aconteceu uma das maiores greves do serviço público municipal de Divinópolis.  Naquele ano, os servidores enfrentavam uma administração autoritária, havia um clima hostil na Prefeitura e a categoria já não suportava o tratamento que era dispensado pelo governo.  Exatamente como ocorre agora, com uma administração ditatorial, autoritária, intransigente e recheada de denúncias de assédio moral contra os servidores.

Exaustos do tratamento dispensado pelo governo do então prefeito Vladimir Azevedo, no dia 28 de março de 2016 os servidores deflagraram a greve por tempo indeterminado. Exatamente como acontece hoje, a categoria pedia que o prefeito Vladimir Azevedo cumprisse  a promessa de recomposição salarial. Azevedo havia prometido uma recomposição dentro da inflação de 11,27% em reunião ocorrida em novembro de 2015.

Nos 38 dias de paralisação,  o movimento afetou vários serviços públicos.  Após esse período, a classe aceitou a proposta de 7% de recomposição salarial e 8% de reajuste no tíquete alimentação. Os 7% foram pagos em duas parcelas de 3,5%.

A presidente do Sintram, Luciana Santos, lembra que em 2016 era outra situação, pois havia uma crise financeira grave que atingia todo o país. “Hoje nós sabemos que a Prefeitura está equilibrada financeiramente, enquanto em 2016 aceitamos uma proposta inferior porque havia uma crise econômica. Mesmo com a pandemia, a gente sabe que a Prefeitura tem orçamento para pagar o que é de direito da categoria, já que não há mais margens para que o servidor continue perdendo em seu salário. O que estamos pedindo não é aumento, é bom que isso fique bem claro. Queremos apenas a reposição da inflação e mesmo assim ainda continuaremos com os salários achatados. Em 2016 lutamos muito, a classe mostrou união e força e é bom que o prefeito Gleidson Azevedo e sua vice Janete tenham conhecimento disso. Por enquanto não há previsão para uma greve por tempo indeterminado, mas, como sempre, os servidores é quem decidem e o sindicato esta aí para cumprir a decisão dos servidores”, afirma  presidente.

 Publipost Divinews – Comunicação SINTRAM – Jotha Lee

 

 

Um comentário em “Na administração de outro Azevedo, greve dos trabalhadores municipais de Divinópolis durou 38 dias; por reajuste de salário, autoritarismo e assédio moral

  • 8 de fevereiro de 2022 em 19:10
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    Esses servidores reclamam demais, já ganham muito pra não fazer nada!

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