Por Márcio Almeida Jr: TERRAPLANISMO À MODA DIVINOPOLITANA


Em análise exclusiva para o Divinews, o novo colaborador do jornal discute a falta de base em evidências e de lógica administrativa de algumas das falas e atitudes do prefeito Gleidson Azevedo e o seu risco para o município.

A palavra “terraplanismo”, hoje de amplo uso, é uma novidade que entrou no dicionário para, em seu sentido amplo, dar nome à atitude dos que sustentam opiniões ou agem contra o conhecimento científico e as evidências disponíveis a respeito de algo. Neste sentido, são terraplanistas alegações do discurso bolsonarista como a de que o isolamento social seria um erro, pois a Covid-19 — que em menos de um ano matou 214 mil brasileiros, na segunda pior situação do mundo — não passaria de uma “gripezinha” sem grandes consequências para o Brasil, e a de que os radares devem ser desmobilizados em grande parte do país, apesar de seu importante papel na manutenção da segurança das vias de circulação, já que seriam instrumentos de uma “indústria da multa” que se instalou contra os motoristas. Não é necessária alta dose de informação para perceber que atitudes semelhantes passaram a encontrar eco em Divinópolis desde 1º de janeiro, quando a atual administração tomou posse.

Para nos limitarmos aos dois exemplos do discurso bolsonarista acima mencionados, podemos lembrar, em primeiro lugar, que o prefeito Gleidson Azevedo afirmou, em mais de uma ocasião, estar seguro de que o comércio não essencial não deveria ser fechado como medida de combate à propagação do coronavírus sugerida pelo governo do estado porque seu funcionamento não teria “culpa” pela piora do quadro epidemiológico que levou Divinópolis às restrições severas da onda vermelha do programa Minas Consciente. Na sequência, apesar de os dados epidemiológicos indicarem a necessidade de a convivência social ser restringida, Gleidson decretou por sua conta e risco alguns dias mais permissivos de onda amarela, durante os quais houve uma previsível piora do quadro epidemiológico, que justificou nova classificação do município na onda vermelha.

Em que pesquisa se baseou o prefeito para concluir que a abertura de serviços não essenciais não tem impacto algum sobre o perigoso aumento do fluxo de pessoas nas vias públicas? Que aconselhamento técnico-científico recebeu ele para proferir essa alegação que contraria toda a lógica elaborada com critério científico pelos técnicos que deram suporte ao governo do estado na elaboração do Minas Consciente? E que dados levou em conta ao decretar, contra as evidências e o bom senso, uma onda amarela durante um período de piora dos indicadores epidemiológicos, que chegaram naqueles dias ao momento até então mais crítico da pandemia no município? Não se conhecem as respostas para essas perguntas, pois o prefeito não as disse em público até agora. Como o procurador Deltan Dalagnol, que atuou na Operação Lava Jato, cuja expressão se transformou em meme nacional, Gleidson parecia não ter provas, só convicções a respeito do que disse. Cópia servil da pior face do patético e patológico discurso do presidente Bolsonaro, figura que o prefeito apontou durante sua posse como uma de suas referências políticas, essas falas e atitudes em relação à pandemia estão fora de qualquer marco administrativo racional.  E ninguém precisa ser especialista para extrair tal conclusão.

Em segundo lugar, ainda como forma de provar o terraplanismo à moda divinopolitana implantado por Gleidson, podemos lembrar que o novo prefeito, há dias, retirou com as próprias mãos um radar da Avenida JK sob a alegação de que ele seria uma “fábrica de multas”. Novamente, o que vimos foi a cópia escarrada, inclusive na terminologia, do discurso populista de Bolsonaro em sua campanha contra os radares, contra a exigência de cadeirinhas para crianças transportadas em automóveis particulares e contra outros dispositivos que ajudam a reduzir mortes e danos à saúde nas vias de circulação brasileiras. As mesmas perguntas a propósito das medidas de Gleidson quanto ao combate à Covid-19 podem ser feitas aqui. Que pesquisa ou levantamento sistemático de dados foram levados em conta por ele ao retirar um radar instalado após a constatação de sua necessidade? Mudou a situação do trânsito no local desde 2018, quando a mídia divulgou informações do poder público municipal que apontavam a urgência da instalação do equipamento? Onde está documentada e quantificada essa mudança? Se são iguais as atitudes, em sua essência, igual é o silêncio do prefeito quanto a essas indagações que o contribuinte tem o direito de fazer.

Contra a Constituição e contra a Administração

Feita a exposição dos fatos, cabe avaliá-los. Para não nos alongarmos, é suficiente dizer que esses casos de terraplanismo do prefeito Gleidson não são inofensivos. De um lado — o lado político —, afrontam o caráter democrático da administração pública, na medida em que o prefeito, ao tomar semelhantes atitudes, põe sua vontade acima de tudo e de todos, ignorando limites que o bom senso político e o mais elementar senso de realidade impõem aos administradores republicanos. É como se ele não precisasse explicar nada a ninguém, pois sua vontade funcionaria como fundamento suficiente de suas ações, pairando soberana sobre a ciência e as evidências ou até sobre protestos de moradores, como no caso da retirada do radar. Dizer que isso é apenas inexperiência político-administrativa somada a uma cópia de populismo é injusto com os cidadãos e cidadãs que merecem um bom governo: é, de fato, primitivismo administrativo indigno das tradições políticas de um município progressista como Divinópolis. Na República, como preceitua o ordenamento jurídico brasileiro, exige-se que sejam motivadas todas as decisões administrativas. Gleidson não está acima dessa exigência. Precisa mostrar o fundamento lógico e fatual de suas atitudes e escolhas, pois não é monarca de uma dinastia totalitária e sim um governante eleito por um sistema democrático em que o poder emana do povo e em seu nome é exercido.

De outro lado, — o lado administrativo —, tais atitudes terraplanistas do prefeito, além de não motivadas e fundamentadas de modo devido, comprometem a eficiência de sua gestão em aspectos sérios da vida social como a saúde e a segurança viária. Configuram, pois, um desrespeito à eficiência, que a Constituição de 1988 transformou em princípio da administração pública. Mais do que ineficientes, porém, suas atitudes nesses casos podem revelar-se danosas ao interesse público, configurando o oposto do que ele foi eleito para realizar. Na saúde, elas podem agravar o quadro epidemiológico do município quanto à Covid-19. No trânsito, podem fazer aumentar o número de acidentes envolvendo motoristas e pedestres. Nos dois casos, como mostram fartos registros da mídia, incluindo vídeos com suas próprias falas, fica evidente a responsabilidade direta do prefeito pelas medidas tomadas.

Governando, em mais de um aspecto e segmento, com uma evidente improvisação, que o leva a tomar decisões pensadas não a partir de metas e estratégias racionalmente planejadas ou de coleta de evidências, mas de fatos isolados, da pressão de segmentos aos quais não sabe responder e da tentativa populista de criar apelo fácil de mídia, Gleidson parece supor que não haverá meio de responsabilizá-lo e recolocá-lo nos trilhos das boas práticas administrativas em áreas tão sensíveis como a segurança viária e a saúde pública. Também aqui ele parece inspirar-se em “seu presidente” Bolsonaro, que toma medidas e faz declarações sem se preocupar com sua falta de limites constitucionais e éticos. Até agora, o prefeito parece estar certo em sua suposição. Com exceção do “Divinews” e do “Agora”, que sem deixar de elogiar o que é elogiável se recusam a fazer um acrítico coro de palmas ao prefeito, e da ex-candidata a prefeita Laiz Soares, líder inconteste da oposição propositiva em Divinópolis até o momento, não se ouviu publicamente de nenhum dos atores da cena local, nada de consistente em termos de discurso contrário às perigosas investidas do prefeito contra a ciência, as evidências e o bom senso.

Para o seu bem e, sobretudo, o do município, conviria que Gleidson avaliasse melhor o governo de “seu presidente” antes de inspirar-se nele como modelo em que prevalece a ilimitada vontade do mandatário. Se ler jornais, o prefeito verá que — além do vexame internacional no combate à pandemia e dos pífios resultados em educação, economia, meio ambiente e proteção social — a corrida escalada de Bolsonaro encontrou um paredão rígido no Congresso Nacional. Nada menos do que 64 de suas medidas provisórias (MPs) perderam a vigência sem que os parlamentares, muitos deles autoproclamados conservadores como o presidente, se animassem a transformá-las em lei, enquanto outras quatro, tendo sido avaliadas pelo plenário, foram abatidas por falta de respaldo nas normas e no mais elementar senso de realidade. No total, 68 MPs foram rejeitadas pelos congressistas, número recorde desde que a Constituição de 1988 deu esse instrumento aos mandatários. O presidente — é bom que Gleidson saiba — também sofreu até agora 33 derrotas no Supremo Tribunal Federal (STF) em ações movidas pela oposição, que questionava a constitucionalidade de vários de seus atos. Aliás, é bom lembrar ao autoproclamado discípulo divinopolitano de Bolsonaro que o STF derrubou inclusive a chamada “MP do Corpo Fora” (MP 966/2020), que é um misto de confissão de culpa e de tentativa do governo bolsonarista de não ser responsabilizado no futuro por erros na condução da política de combate à pandemia. No entendimento dos ministros do mais elevado órgão do Judiciário brasileiro, Bolsonaro, assim como nenhum governante de nenhuma das esferas ou instituições de poder, pode se eximir da responsabilidade pelas consequências de seus atos e omissões. Em tempos de terraplanismo administrativo, considerando que não vivemos sob uma monarquia absolutista familiar e sim em uma República, eis aí algo digno de ser lembrado em Divinópolis.

 

26 comentários em “Por Márcio Almeida Jr: TERRAPLANISMO À MODA DIVINOPOLITANA

  • 23 de janeiro de 2021 em 12:10
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    Corrigindo: quem disse que o Covid-19 não passava de uma “gripezinha” foi o Dr. Dráuzio Varella, da TV Globo. Bolsonaro apenas se referiu a esta fala do médico televisivo, e vcs opositores usam a citação feita pelo presidente de forma totalmente fora do contexto, para servir a seus próprios interesses. Pelo jeito a militância disfarçada de jornalismo da Globo está fazendo escola.

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    • 23 de janeiro de 2021 em 16:40
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      Olá. Os bolsonaristas, acatando o que Bolsonaro fez, têm negado que ele falou em “gripezinha” ao se referir à Covid-19 no início da pandemia. Sua alegação de que ele apenas fazia referência à fala de terceiros, por exemplo, é corrente nos grupos de whatsapp formados por apoiadores do presidente. Ocorre que ele efetivamenre falou, tanto no dia 20 de março de 2020 quanto no dia 24 do mesmo mês. Há inúmeras fontes para comprová-lo. Como, porém, o bobolsonarismo vê em toda crítica uma conspiração em potencial da “mídia golpista” brasileira (isto é, todos os grandes veículos não ligados a Silvio Santos ou Edir Macedo) podem-se usar como fonte veículos de comunicação internacionais, não de Cuba ou da Venezuela, mas dos EUA, tão amados pelo presidente, e da Inglaterra. Um exemplo é a BBC:
      https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55107536

      Mas esse debate é ocioso, pois, para quem comprovadamente, por suas próprias redes sociais, atrasou ao máximo a vacinação que depois foi obrigado a apoiar por pressão popular, para quem pôs em dúvida a qualidade da vacina que depois requisitou de São Paulo e mandou distribuir, para quem até anteontem mantinha no Ministério da Saúde um serviço de aplicativo com recomendação de cloroquina, tirado do ar quando ficou evidente que não tinha respaldo da comunidade científica, para quem, enfim, fez tudo isso e muito mais, falar em “gripezinha” é o menor dos disparates.

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  • 23 de janeiro de 2021 em 10:36
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    Sábias palavras do professor Márcio. Concordo em numero e grau. Uma vez q o prefeito papagaio e blogueiro faz citações favoráveis ao desgoverno Bolsonarista, tem mesmo é q sê-lo comparado. Lugar de prefeito é buscando investimentos para o município, crescimento e não, fazendo barulho com uma enxada ou roçadeira. O mato vai crescer daqui 2 meses no máximo, as chuvas vão chegar e arrebentar o asfalto todo…e aí vão dizer q foi culpa da gestão anterior🤦‍♀️. Enxugar gelo. Esperem pra ver . Parabéns professor! Suas colocações são excelentes e com FUNDAMENTO!

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  • 23 de janeiro de 2021 em 09:42
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    Que bla bla bla o povao ta querendo emprego e comida na mesa

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  • 23 de janeiro de 2021 em 07:40
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    Esse Presidente precisa mudar suas idéias, onde já se viu cortar as verbas de publicidade, agindo assim ele dá maus exemplos para esses políticos novatos, Deus salve a inprença brasileira.

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  • 23 de janeiro de 2021 em 06:28
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    Marcio excelente comentário do Sr. Essa família Azevedo a todo momento em campanha política da torrando a paciência. Pq em vez de ficar, pintando, capinando os caras não procuram investimentos pra Divinópolis, que pra mim é a questao grave atualmente. Divinópolis agora é referência apenas na área da Educação com essas várias universidades, e mais nada. E essa área não emprega tanta gente. Divinópolis virou uma Viçosa, em vez de ter virado uma 7 lagoas, pouso alegre, Uberlândia, uberaba, betim etc. Que esses caras para com esse populismo barato querendo galgar voos maiores na política, pensando apenas no dinheiro e enganando os menos informados, com esses videos populistas e enganadores. A estratégia do Cleitinho é essa e deu certo até aqui. Mais daqui uns 4 anos até os menos informados vao ver os resultados que esses políticos yotuber vão entregar.

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  • 22 de janeiro de 2021 em 19:39
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    Prezado Marcio que aprendi a admirar como professor mas me faz discordar como analista político. A mais alta corte brasileira é um grupo de 11 sem vergonhas que desrespeitam a constituição todo dia e assim, nunca podem ser citados como referência para nada. Sobre a comparação com o Bolsonaro, infelizmente ele não faz nem sombra ao Jair. O presidente está em luta ferrenha contra o deep state e a mídia podre, tendenciosa e burra que temos. Descredenciando a mídia em fatos: divulgaram que o Brasil perdeu a chance de importar vacinas da India. Fato: dois milhões de doses chegaram hoje em SP e o presidente não foi tirar foto ao lado da vacina. Sobre a administração municipal: ela está repleta de excelentes profissionais e desorganizada. Muitas frentes abertas de trabalho e confusa. Porém, é importante dizer que tem apenas 22 dias. É prudente esperar. Sobre as medidas de relaxamento das restrições, mostre um (apenas um) estudo que prove a eficácia do lockdown. Vamos a um fato: a Alemanha iniciou um lockdown na primeira quinzena de Dezembro e qual o resultado em Janeiro? Número de casos aumentaram!! E qual a medida adotada pela Merckel? Um Megalockdown…estão perdidos…sem rumo. Com relação aos gestos populistas concordo 100% com você…a campanha já terminou e ele precisa perceber isso. O que falta no governo dele é um bom conselheiro político que o direcione sobre como ser um político eficiente. Conclusão: certamente não falei de tudo o que você disse, mas no que abordei acredito que criei bons pontos. E com tempo, se bem orientado, ele pode ser um excelente prefeito porque não deve favor para ninguém.

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    • 22 de janeiro de 2021 em 22:20
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      Olá. Primeiro me permita agradecer a leitura atenta e cumprimentar pela elegância da resposta, feita sem os ataques de quem não tem repertório argumentativo e repete insultos decorados. É assim que se debate, penso eu, a respeito de temas de interesse público.
      Discordo da informação de que “o STF nunca pode ser citado como referência para nada”, já que ela me parece uma radicalização feita a partir de um ponto de vista de quem controla o limite do que pode e não pode ser dito. Creio que os ministros erram com frequência, mas a afirmação radical de que são sempre, em todos os aspectos, “um bando de sem vergonhas” se coloca além de qualquer ponto razoável de discussão. Acho que eles acertaram muitas vezes em muitos aspectos, a favor e contra o atual presidente.
      Bolsonaro pode ser vítima de uma parte da mídia, que torce e divulga com tendência os fatos relacionados a seu governo. Constitui, porém, a meu ver, uma espécie de teoria da conspiração dizer que ele é sempre vítima em todas as circunstâncias. Por radical, essa afirmação também foge à razoabilidade de qualquer discussão.
      De todo modo, ele não foi vítima da mídia em relação ao episódio da vacina. Foi ele próprio, em rede social, não as empresas de mídia, que disse, desautorizando seu ministro da saúde, que NÃO COMPRARIA a vacina chinesa. Foi ele, em sua rede social, que desautorizou a vacinação e tentou diminuir sua importância, em uma estratégia que foi obrigado a rever.
      Bolsonaro não conseguiu as 6 milhões de doses iniciais, como você bem sabe. Requisitou-as de São Paulo, que as havia comprado enquanto ele ainda desprestigiava a vacina chinesa, sobre a qual lançou dúvidas que não fundamentou.
      Por tudo isso, isto é, por seu vasto histórico contrário à vacina, ele não poderia mesmo ir tirar foto ao lado das novas doses que chegaram. Para políticos como Dória, tais fotos são oportunistas. Para o presidente, seria incoerência e cinismo.
      No plano municipal, a afirmação de que a administração está cheia de excelentes profissionais não responde a nada que eu tenha afirmado em contrário. Minhas considerações concentraram-se em atitudes administrativas do prefeito, que continuo achando sem fundamento objetivo e contra as evidências. Respeito o fato de você considerar isso apenas desorganização. Mas me reservo o direito de pensar que é desrespeito a preceito constitucional e à lógica da administração pública.
      A alegação de que há várias frentes de trabalho, do mesmo modo, não responde a nada que eu tenha afirmado contrariamente. Não é uma informação pertinente ao que explicitamente me propus a analisar.
      A avaliação de que é prudente esperar por melhorias, já que só decorreram 22 dias de governo parece-me um argumento de base emocional que é duplamente equivocado. De um lado, não tem base objetiva. Afinal, qual é o prazo a partir do qual seria sensato começar a criticar? Que suprema autoridade define isso para os mortais comuns? De outro lado, é ingênua, pois ignora que, na democracia, é justamente a crítica, feita no interesse público e de modo fundamentado, que permite os ajustes. Não é razoável esperar que a autoanálise seja a única forma de as administrações se aperfeiçoarem. Isso não tem cabimento na realidade objetiva. Por último, embora respeitando sua opção de admirar a administração municipal, eu me reservo o direito constitucional de pensar que o contribuinte para paga tributos e custeia subsídios dos mandatários para que estes contem com a compreensão e o entendimento. Estes podem ser obtidos em consultórios de psicanálise ou em acompanhamento espiritual ou qualquer outra forma de acolhimento emocional. A relação entre mandatários e contribuintes, parece-me, é mais objetiva.
      Não tenho de provar que as políticas de isolamento funcionam. Divinópolis aderiu ao Minas Consciente por decreto que o prefeito atual não revogou e, portanto, manteve em vigor com força de norma. É incoerente, estou convencido, manter o município no programa do estado e dele só usar a parte conveniente. Isso é grave, pois denota, além dos óbvios riscos para a saúde que eu vejo, com base no depoimento de muitos especialistas que julgo dignos de crédito, uma falta de lógica que também me parece presente em outras manifestações.
      Em suma, agradeço sua participação, muito esclarecedora e construtiva e lembro que meu ponto de vista não é nem o de fã nem o de detrator oposicionista. É o de quem, sendo capaz de elogiar, como já o fiz em várias ocasiões em redes sociais, também se julga o direito de, não sendo “gado” não idolatrar mandatários como se fossem super-homens.

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  • 22 de janeiro de 2021 em 19:18
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    Inicialmente não preciso e dispenso suas desculpas, do mesmo modo, deixo para o senhor qualquer tentativa de brilhantismo pseudointelectual, que tenta transmitir nos seus comentários.

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  • 22 de janeiro de 2021 em 17:12
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    Um colaborador, com textos de conteúdos e palavras já tão cansadas da mídia esquertopatas, que até mesmo as crianças não aguentam mais. É um plágio de ataques desnecessários, que não vai acrescentar em nada, naquilo que o divinopolitano mais quer, que as coisas dêem certo para todos. Que a cidade seja próspera em todos os âmbitos, saúde, educação, segurança, emprego, enfim qualidade de vida para todos sem exceção de raça, cor e patrão social. Este é o desejo de todos, que Divinópolis como o Brasil seja referência positiva em todo mundo.
    O termo “terraplanista” que foi usado, mostra claramente que o autor do texto, faz bem o usufruto do mesmo. Colocações sempre num sentido depreciativo uma visão antiquada e conspiratória. A esquerda burguesa e ladra perdeu, ponto final.
    Daniel Moraes.

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    • 22 de janeiro de 2021 em 17:44
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      Agradeço seu comentário e a gentileza de ler minha análise. Deixo de registrar, porém, minha resposta a ele, pois, ao fazê-lo, você não tocou nas questões específicas de que tratei, limitando-se a generalidades e ataques. Caso queira comentar depois o mérito do que eu disse, terei interesse em dialogar.

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    • 24 de janeiro de 2021 em 08:37
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      Sugiro q faça tambem um artigo sobre os ultimos 30 anos de progresso e se possivel citar quais áreas q tivemos com as administrações anteriores.

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  • 22 de janeiro de 2021 em 17:11
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    Matéria exclusiva, encomendada por quem?

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    • 22 de janeiro de 2021 em 17:37
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      Todas as colaborações de um jornal são, funcionalmente, encomenda de seu editor, que é quem seleciona conteúdos e os publica. Caso o que você tenha querido perguntar é a serviço de quem foram feitas as considerações acima, digo que elas estão a serviço da minha consciência, que não tem nem deseja ter militância partidária, não recebe nem pleiteia vantagens do poder público e, sobretudo, não se atrela, como “gado”, ao laço de nenhum mandatário. É a serviço dessa consciência, que tem elogiado e criticado os políticos, inclusive o prefeito, quando se faz necessária uma coisa ou outra, que está a análise que fiz. Obrigado pelo comentário.

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  • 22 de janeiro de 2021 em 13:52
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    Sr. Marcio almeida, eu respeito sua posição politica(esquerda), o senhor poderia citar uma denuncia de corrupção neste governo, uma denuncia de propina? poderia também realizar uma pesquisa onde o judiciário tomou tantas decisões contra um governo, nem mesmo quando o PT quebrou a Petrobras com R$ 64 bilhões o nosso judiciário ficou calado, seria por qual motivo tanto silencio? Os empréstimos solidários para vários países de quebrados ou corruptos onde a conta caiu no colo de todos nos Brasileiros, onde estava o STF para intervir?
    O que esta acontecendo é que a mina de dinheiro publico indo pro ralo diminuiu, a mamata começou a acabar e quando se toca na parte mais frágil de um (Politico,juiz e outros) o bolso, todos dão grito.
    Já imaginou se o Brasil tivesse investido metade do dinheiro gasto na copa e Olimpíadas com hospitais e escolas(universidades) será que o estado do Amazonas estaria nesta situação, Você viu o STF intervir?
    Então vamos deixar de viver o presente(pandemia) e lembrar do nosso fraco e horroroso passado para culpar nossos antigos governantes, pois é, a conta é de todos nos brasileiros que não cobramos nada, não lembramos de nada e só colocamos corruptos na politica.
    Então poderia o senhor realizar outra análise exclusiva, mais olhando por outro ângulo? conseguiria?

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    • 22 de janeiro de 2021 em 15:35
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      Não posso responder a questionamentos sobre aquilo que eu não disse. Suas alegações ignoram minhas considerações sobre o tema que me propus discutir: a falta de embasamento de atitudes administração municipal em saúde pública e segurança viária. Agradeço, pois, sua manifestação e fico no aguardo de seus argumentos sobre os aspectos da administração municipal que de fato foram tratados por mim.

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      • 22 de janeiro de 2021 em 18:59
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        Então o senhor não precisa responder, precisa apenas fazer uma análise exclusiva para o Divinews sobre como seria o estado do Amazonas se o PT tivesse investido 1 bilhão em hospitais e outros 8 bilhões nas demais regiões Brasileiras, será que passaríamos melhor está SARS, que já está no mundo desde 2002 . Será que não.eatamos no meio de um único de guerra biológica, daria uma boa matéria.

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    • 22 de janeiro de 2021 em 17:30
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      Excelente matéria.
      Uma pena os comentários sem noção de filósofos de esquinas, que ouviram dizer alguma, coisa sobre algo.

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  • 22 de janeiro de 2021 em 13:01
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    Então está escancarado o posicionamento político do novo colunista/analista do Divinews. Não discordando de seus argumentos, mesmo assim percebe-se o alinhamento a esquerda a quem apenas interessa tentar ganhar no grito as eleições que perdeu nas urnas. Nos diga com sinceridade em qual presidente votou nas últimas eleições?
    Não foi de longe um comentário apartidário.

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    • 22 de janeiro de 2021 em 15:38
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      Não consigo entender o que a ideologia de esquerda, à qual aliás faço muitas restrições, tem a ver com o meu posicionamento sobre aspectos específicos dav atuação do governo municipal. De todo modo, agradeço o comentário.

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  • 22 de janeiro de 2021 em 12:53
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    colunista blá, blá, blá, isto é enchedor de linguiça.

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    • 22 de janeiro de 2021 em 15:40
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      Presumindo que este, embora não diga respeito ao que eu disse, é o seu melhor comentário sobre os aspectos específicos da administração municipal que apontei, agradeço seu esforço.

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  • 22 de janeiro de 2021 em 12:23
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    Uai colega, comparar o Prefeito papagaio barueira, com o presidente, que apesar de seus erros, está tentando consertar esse país, destroçado pelos Ptralhas, é brincadeira sua.
    Eu até achava, por sermos conterrâneo, que fosse mais inteligente!

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    • 22 de janeiro de 2021 em 15:12
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      “Está tentando consertar o país”,kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…não sei aonde,kkkkkkkkkkkkkkkkkk

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      • 22 de janeiro de 2021 em 18:12
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        Consertar o país sim!
        Se sua memória é curta, não se esqueça que o Brasil foi (des) governado durante 14 anos por um canalha, corrupto, bandido e depois por uma Anta, que junto a quadrilha dos PTralhas quebrou o país.
        Bolsonaro não é perfeito, não é o melhor presidente que já tivemos, tem seus erros.
        Entretanto desde sua posse, tem sofrido todo tipo de ataque da mídia sórdida, suja, asquerosa, que junto aos comunistas, transvertidos nos partidos de esquerda, que tiveram a uma série de benesses, privilégios, dinheiro público fácil e as tetas cortadas, não restando outra alternativa, a não ser atacar o presidente a todo instante.

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    • 22 de janeiro de 2021 em 15:47
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      Não sou eu que comparei o prefeito ao presidente. Foi ele próprio ao mencionar Bolsonaro em seu discurso de posse. Quanto à inteligência, nunca afirmei ter muita. Sou apenas capaz de perceber um fracasso na saúde, na economia, na proteção ao meio ambiente, na educação e nos indicadores sociais. E esse fracasso, escancarado todos os dias, de fato não requer muita inteligência. Até os menos espertos como eu percebem. Apesar disso, peço desculpas por não ter feito um texto à altura do intenso brilhantismo intelectual do seu comentário, que discutiu com propriedade os pontos da administração que discuti em meu texto. Obrigado pela participação!

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