Divinópolis: Servidora diz que Galileu impõe sacrifício às mulheres para poupar empresários; alterar horário de ônibus é ato covarde


Uma servidora pública municipal que fez questão de ser identificada, em uma carta aberta representando as mulheres, em que também se manifestam contrárias ao novo decreto assinado pelo prefeito de Divinópolis, Galileu Teixeira Machado, que mudou o horário de funcionamento do comércio para fechar as lojas mais tarde. Explica que tal mudança no decreto expõe as mulheres a vários sacrifícios, além da violência, por que muitas são mães, dona de casas e arrimo de família. Com o novo horário imposto pelo decreto chegam em casa muito tarde para cumprir a dupla jornada.

As divinopolitanas mães, donas de casa e trabalhadoras (muitas são arrimo de família), Galileu Machado impõe um “sacrificiozinho” a mais, poupando grandes empresários do município.

Parece que o ilustríssimo prefeito Galileu Machado, do alto de sua experiência de 4 mandatos, “esqueceu-se” de que o horário comercial estabelecido pelo último decreto (nº13783 de 15/05/2020) poderá, inclusive, inviabilizar que muitas mulheres possam permanecer no emprego.

A situação é crítica a ponto de podermos classificar a alteração de horário de um ato covarde!

Obrigando a um retorno mais tardio aos lares, Galileu aumenta o fardo dessas batalhadoras que, respondendo por manter a casa em ordem – o que significa árduo desdobramento em inúmeras atividades, carregam ainda a responsabilidade pela interação e cuidados para com os familiares: marido, filhos e muitas vezes pais ou outros parentes que vivem sob seus cuidados, o que também, pela amplitude de ações, exaure enorme energia e tempo.

Em relação aos filhos, a realidade de pandemia impõe uma dedicação ainda maior em relação aos estudos, pois o suporte dado, agora, demanda dedicação muito maior, visto que inúmeras terão que exercer papel de verdadeiras professoras.

A tudo soma-se a gravíssima questão de que, tendo seus horários de deslocamento ao final do trabalho adiado em duas horas, estarão expostas a um risco maior, considerando, inclusive que o movimento nas ruas está extremamente reduzido e que muitas moram em bairros afastados, cuja oferta de horário de circulação dos ônibus já era ruim e, presentemente, muito pior.

Justo seria e isso é incontestável, exigir das empresas de ônibus o aumento na oferta de carros para o descolamento dos cidadãos, o que já era necessário antes mesmo da situação extraordinária em que vivemos e não obrigar mães de família, já esgotadas pelo trabalho, a estender noite a dentro seus afazeres e tarefas, impossibilitando-lhes um mínimo de descanso e sacrificando em conjunto toda a família.

 

Marcia Aparecido Cecilia é funcionária pública lotada na Biblioteca

EM CONSEQUÊNCIA DO PERÍODO ELEITORAL OS COMENTÁRIOS ESTÃO SUSPENSOS

PODCAST: escuta essa!!