Ex-presidente do Divinópolis Clube é indiciado pelos crimes de estelionato, apropriação indébita, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro


A Delegada da Policia Civil, da Delegacia de Estelionato Adriene Lopes, afirmou na coletiva que esclareceu as investigações dos desvios do Divinópolis Clube, que mesmo negando o cometimento dos crimes, o ex-presidente Simonides Quadros que ocupou a presidência por 12 anos, está indiciado por vários crimes, como o de estelionato, além de apropriação indébita; falsidade ideológica e também lavagem de dinheiro.

O ex-presidente praticava os desvios, emitindo ele mesmo, notas fiscais falsas de serviços que não foram prestados para o Divinópolis Clube, e em nomes de terceiros, algumas sem que os mesmos tivessem conhecimento de que estavam sendo usados como laranjas que sequer nunca estiveram no clube. Ele usava o CPF delas para perpetrar o golpe. Enquanto outras pessoas, em conluio com o ex-presidente recebiam dinheiro para que seus nomes fossem usados no golpe e as notas fiscais emitidas em seus nomes. E ao final, os cheques emitidos para o pagamento de tais notas eram depositados na conta do próprio Simonides, e também de sua filha.

A Delegada Adriene Lopes explicou que na investigação não ficou provado a participação de outras pessoas no desvio. O que houve, segundo ela, foi uma negligencia das pessoas. “Por que o clube tem um estatuto em que rege as normas dos diretores, principalmente o diretor financeiro, que assinava junto com o presidente os cheques de todas as transações feitas pelo clube nas contratações e nos pagamentos. E para ter ocorrido tanta fraude houve uma omissão uma negligência de quem teria que fiscalizar” – O Divinews apurou que o tesoureiro daquela ocasião é cunhado do ex-presidente, Simonides Quadros.

A investigação começou a partir da denúncia da atual diretoria, que ao tomar posse suspeitou da existência de fraudes na gestão anterior. A Delegada explicou que foi uma investigação extremamente técnica por que ela foi baseada em dados contábeis, como os balanços do clube. Além de provas testemunhais, e as declarações das vítimas que foram usadas como laranjas para o desvio do dinheiro. Que ao final do inquérito foi apurado um desvio de quase R$ 1 milhão de reais, que foram depositados na conta particular do presidente e da filha dele.

Influência na Prefeitura

Adriene Lopes, a Delegada, explicou que o ex-presidente Simonides Quadros, ele mesmo conseguia as notas fiscais de prestação de serviço na Prefeitura: “Ele mesmo providenciava essas notas. Por que ele ficou no poder público municipal por quase 18 anos ocupando cargo de chefia e cargo em comissão. Então ele tinha um acesso facilitado nos setores. E ele mesmo providenciava essas notas de serviços, que são notas avulsas, notas frias. Por que os serviços discriminados nas notas nunca houve uma fiscalização”

Crueldade

O caso de um senhor de 84 anos, que era catador de latinha no clube, e que sem saber virou laranja, em um montante de R$ 100 mil reais, que só descobriu sua condição de laranja, quando foi requerer a sua aposentadoria. Essa é uma das marcas de desumanidade criminosa do ex-presidente, Simonides Quadro.

“Tem um caso que chamou muita atenção pela malicia do ex-presidente, no caso do senhor de 84 anos. Esse senhor catava latinha no clube. Ele é aposentado por invalidez. Na época que foi apurado, ela já tinha mais de 70 anos, e como ele é aposentado por invalides e recebe o benefício de apenas um salário mínimo, ele catava latinha para complementar a renda da família. O ex-presidente usou o nome deste senhor e emitiu nota fiscal como se ele prestasse serviço de pedreiro, e emitiu cheques e foi apurado que os valores entraram na conta do ex-presidente. Esse senhor não recebeu nada, ele é humilde, não tem cultura. Quando ele estava na ativa ele era forneiro de siderúrgica. E como ele teve um acidente de trabalho, ao queimar os olhos, foi aposentado por invalides”, elucidou a Delegada

O caso só apareceu por que ele, o senhor tem uma filha deficiente e ele foi requerer o BPC – Benefício de Prestação Continuada para a filha dele, por que a renda da família estava dentro das normas, mas seu pedido foi indeferido. Por que de 2009 a 2012 ele recebeu quase R$ 100 mil reais prejudicando o seu pedido,            que até hoje a ação dele está na justiça aguardando o desfecho do processo.

Na entrevista coletiva, a Delegada Adriene Lopes, falou também que apesar das provas estarem todas no processo, o ex-presidente que já foi ouvido na investigação, nega, dizendo que nunca cometeu nenhum desvio.

O pedido de prisão não foi feito, segundo a Delegada, por que ele mora na cidade, é da cidade e tem endereço, e o fato já passou muito tempo, diz ainda que ele não vai fugir, e durante as investigações ele não atrapalhou em nada.

A delegada concluiu dizendo que o ex-presidente não lesou apenas a pessoa jurídica do Divinópolis Clube, e sim todos os associados.

Além dos superfaturamentos e desvios referentes as obras, existem ainda, mas está em investigação, os casos dos shows que foram realizados no clube. Será alvo de uma segunda investigação.

A filha de Simonides Quadros, disse que a sua conta corrente era utilizada pelo pai, e que ela não se beneficiou de nenhum valor. Mas contou que existe um veículo que está no nome dela, mas quem usa é o pai. E um outro imóvel que ela ganhou de presente de Simonides. Todos os bens foram adquiridos na época dos desvios.

Mauro Célio Junior, atual presidente do Divinópolis Clube, ao Divinews disse que vai entrar na Justiça pedindo ressarcimento de todos os valores desviados pelo ex-presidente. Solicitando a penhora de bens até o valor desviado.

 

 

 

 

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