INSATISFAÇÃO: Diretor do Sistema MPA, Mayrink Junior explicitamente pede que Prefeito de Divinópolis deixe o cargo


O empresário do setor de comunicação, Mayrink Pinto de Aguiar, proprietário de quatro emissoras de rádio, além de ser gestor de uma emissora de TV, e de um portal na internet, ocupando o microfone da Rádio Minas, na manhã desta terça-feira (14), no auge de sua decepção, explicitamente pediu que o prefeito Galileu Teixeira Machado renuncie ao cargo ou se afaste da prefeitura, segundo ele, cometendo assim um ato de grandeza e responsabilidade social, condizente com o seu passado histórico e preserve a sua história construída ao longo dos anos, em outros três mandatos – Mayrink que apoiou o prefeito nas eleições de 2016, segundo ele por contingência dos fatos que estão ocorrendo na cidade mudou seu posicionamento – O empresário disse que o Galileu de hoje, não é o mesmo Galileu do passado, de acordo com ele, hoje o prefeito está isolado na Prefeitura, sem poder de gestão por deficiência de sua equipe e também da falta de apoio político no legislativo.

Veja  a transcrição literal da entrevista de Mayrink

“Galileu não é mais aquele Galileu, é um homem aquartelado dentro do gabinete dele, um homem isolado da sociedade. Eu acho uma covardia o que a família faz com ele. Por que se fosse meu pai eu ia cuidar da saúde dele e essa Prefeitura fosse às favas. Eu ia querer preservar a saúde do meu pai”

A seguir Mayrink reproduz os fatos que são noticiados pela diretoria de Comunicação. “Galileu encontra-se em casa despachando com fulano de tal”, e mais “Galileu está no hospital, mas está monitorando a equipe de governo….” –  “Um trem louco, samba do crioulo doido”

“Então eu estive analisando muito. Estive conversando com várias pessoas. Acho que Galileu deveria ter uma atitude digna, da grandeza do que foi ou é. Se ele gosta de Divinópolis, deveria renunciar ou afastar. Para que pudesse entrar uma nova equipe na prefeitura e tentar reestruturar o que está sobrando, para o próximo governo entrar com alguma coisa para fazer”

“Neste momento ele devia tomar uma atitude, se ele gosta de Divinópolis, de se afastar, renunciar. Não é vergonha falar, eu não dei conta. Vergonha é você insistir e prejudicar uma população enorme, uma população trabalhadora, honesta, empreendedora que está aqui em Divinópolis sofrendo na mão dessa Prefeitura incompetente de hoje”

“Uma prefeitura que não dá conta de resolver problema de buracos??”

“Hilariamente Mayrink contou uma história do ex-radialista Fiico, já falecido, que tinha uma lambreta para catar buraco, e que eles devem ter prendido a lambreta do Fiico. Fez ainda outra brincadeira, para perguntar a qualquer cidadão para que ele mande para a emissora, a foto do buraco preferido – Encaminha isso para a secretária de obras, que talvez ela seja míope e talvez ela enxergue”

“É assustador. Você perde uma Embaré para Santo Antônio do Monte, você perde uma Cofer para Cajurú, só vê perda, perda e perda. E a desculpa é a mesma: “Ah!!! O Pimentel me tomou o dinheiro”, tem que realizar”

Quanto instado pelo apresentador do Programa, Flaviano Cunha sobre a entrevista do vereador Print Junior no dia anterior, em que ele falou sobre o reajuste do servidor. O empresário respondeu:

“Já estava previsto parcelar em setembro, com esse reajuste agora, vai antecipar. Agora, olha a falta de responsabilidade, por que se fosse dinheiro do Galileu, eu sei que ele é econômico, ele não faria essa bobagem, por que ele é muito regrado na vida particular dele, mas como o dinheiro é público, aí você quer ficar livre do impeachment, você joga a batata para todo mundo”

Uma brincadeira de 4,59% gera R$ 900 mil reais na folha, que tem 13º e férias, isso passa de R$ 15 milhões. Aí vem tentar convencer a população de um reajuste de IPTU, para pagar duas folhas, pagar dezembro e 13º. O Galileu não tem coragem de dizer para o funcionário dele “O meu amigo você quer gozar com a minha cara, você quer que eu vá pedir imposto para pagar salário. Vocês estão loucos, sacrificar a população para pagar folha de pagamento?”

“Por isso que eu não posso ser prefeito dessa cidade, por que se eu fosse, o salário do funcionário público ia ficar congelado até que o valor fosse nivelado com o salário do setor privado, para ele entender quanto é que ganha aqui fora. Essas pessoas ganham bem, tem estabilidade. Elas deveriam fazer uma autocrítica, pensando “eu estou prestando um serviço decente a sociedade, eu entrego aquilo que a sociedade merece e precisa, ou eu sou omisso?”

Mayrink criticou a postura de alguns servidores públicos citando um caso de pessoas que estavam jogando “purrinha” na hora do serviço. E questionou os servidores que não estão satisfeitos “sai para você ver como é aqui fora, onde a realidade é gerar dinheiro para pagar essa folha. Isso tem que mudar nestes pais, não dá conta. Tem que ser feita a Reforma da Previdência. Vai ver quanto que um servidor público recebe”

O melhor que Galileu poderia fazer e pegar a folha corrida dele, e dizer “O gente,  vou entregar os pontos, eu não dei conta. Divinópolis hoje merece uma coisa melhor. Eu não tenho mais os assessores que eu tinha. Perdeu todo mundo. O problema são os que ficam lá atrás, aqueles que ficam na frente falando NÃO. Eu morro de saudades do capitão Dias. Nunca fui simpático dele, mas respeitava ele, pelo o que ele era. Ele era uma muralha na frente do Galileu para impedir de fazer ( não vou nem falar o que ), mas tinha ele para fazer isso. Galileu hoje tem quem?

Da equipe dele, 90% não ficaria comigo lá, nem passava perto da Prefeitura. Uma pessoa que não é competente para tapar buraco, vai ser meu secretário. Vai indicar pra mim que tem que contratar uma empresa terceirizada para tapar buraco.

Mayrink abordou um fato real. Que nos três pedidos de impeachment, o número de vereadores que votaram favoráveis, aumentou de 5, no primeiro para 10, no terceiro. E questionou por que o Prefeito perdeu o apoio político, e por pouco, só mais 2 , e o pedido de autorização para investiga-lo passava.

Questionou se o Governo atende com carinho e elegância o Legislativo? O apresentador acrescentou que nem a Fambacord é atendida, que é uma entidade ligada às lideranças comunitárias dos bairros, em tese, os eleitores de Galileu. Mayrink falou também que os vereadores, até o mais bem votado nas eleições passada, corre o risco de ficar de fora nas próximas eleições. “Porque defender o indefensável, tudo tem limites”.

Falou também de desenvolvimento, que para ter é preciso, ter respeito e carinho para trazer a pessoa para perto “de você – O empresário não vai para uma cidade em que ele é maltratado”. Depois falou da pauta do polêmico aeroporto, classificando com uma incompetência atroz.

Antes de encerrar sugeriu que o Galileu deveria mandar uma lei para a Câmara, retirando o gatilho. Por que foi um erro e um crime o que o ex-prefeito Demetrius fez, em que em um país quebrado, você é obrigado a dar aumento salarial para quem já está no topo da cadeia alimentar. Sugeriu que fosse feito um TAC com o servidor público, exigindo produtividade. E ainda por que só tem meritocracia em empresa privada, no seu entendimento deveria ter principalmente na empresa pública.

O empresário questionou que os jovens já entram no mercado de trabalho querendo fazer concurso público, por que querem estabilidade, na verdade querem um encosto. Ninguém entra por vocação para servir a população.

Finalizou afirmando que como amigo do Galileu, por que categoricamente diz não ser, e sim amigo. “Fui leal a ele todas as vezes que estive do lado dele nas campanhas. Gosto dele!! Mas ele devia pensar a vida dele, sair por cima e deixar um legado da história dele. Por que senão vai sair como o pior prefeito da história de Divinópolis, e ele não merece isso”

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