Por: Léo Junqueira ->
Governos entram e saem do poder. Governantes determinam caminhos, outros apenas se limitam a seguir caminhos, que às vezes nem eles mesmos conhecem verdadeiramente qual é, por que os tempos mudaram. Divinópolis vive um momento difícil, mas poderia ser mais fácil se o prefeito liderasse de fato, fazendo o que tem que ser feito, e não apenas sendo o ocupante de uma cadeira no executivo municipal – E esta cadeira de “chefe” não pode ser apenas um lugar confortável para suas ações ou não ações, e não um “trono” para que o ocupante seja louvado por sua história, que a cada dia se esvanece, ou o seu poder ou paixões políticas.
Assim, como inúmeras cidades pelo país, a questão merece nossa avaliação pela visão do gestor e não seus desejos. A idade do prefeito de Divinópolis merece todo o respeito, mas seu tempo no exercício da administração exige um ingrediente indigesto, que é o questionamento às suas razões.
Se no dito popular, que diz com grande sabedoria que “uma andorinha não faz verão” é preciso muita reflexão sobre um governante rodeado de pessoas agarradas em suas razões. A eles podemos dizer, que não estamos satisfeitos.
Pode ser que não conseguiremos o efeito necessário para mudar alguma coisa. Mas, com certeza incomodaremos seus asseclas mais conhecidos como “bando de puxa sacos”. Somos uma sociedade que vive mais de esperanças do que confiança. Erros se repetem até que se aprenda a lição.
Porém, aprender alguma coisa é uma questão de escolha, que infelizmente nos chega apenas de quatro em quatro anos. Escolhas erradas geram resultados sofríveis, como a escolha de representantes e líderes no legislativo municipal, que se tornam indiferentes aos apelos da população para tornarem-se adversários por questões idiotas.
Erros aparecem, mas são camuflados pela falsa névoa de se deixar como está pra ver como fica. E assim já se passaram mais de dois anos de uma gestão que deixou muito a desejar.
Um governo que não se preocupa em comunicar, presumivelmente não tem nada a dizer. Um governo que se prende a justificativas e explicações merece cobranças da população, pois os fatos da má gestão mudaram para pior a paisagem de uma cidade cosmopolita.
Temos um prefeito, que em campanha mostrou as boas intenções em seus programas eleitorais. Hoje sabemos, que as mesmas boas intenções se juntaram à contabilidade do inferno, onde várias outras boas intenções repousam.
Olhamos e vigiamos nosso prefeito e a ele reputamos toda nossa insatisfação, quando na verdade deveríamos focar nossa repulsa aos seus secretários e assessores, que numa cumplicidade estranha se escondem de seus erros nos motivos em causa própria.
Somos filhos dessa terra “divina” e nela depositamos nossos sonhos. Fazer política é diferente de governar. Governar é diferente de querer. Não elegemos nenhum dos secretários ou assessores que mandam e desmandam numa cidade tão próspera. Elegemos um homem maduro e experiente para fazer apenas o que nos prometeu.
Sendo assim, proponho um pacto de consciência para que possamos encurtar as distâncias entre a população e o poder público municipal, com humildade e e fé na verdade.
Imagem ilustrativa: Ex-prefeito passa as chaves da cidade para Galileu Machado







a foto desses individuos da nojo na populacao da cidade