A investigação tenta descobrir se o crime tributário esconde outras infrações, como lavagem de dinheiro e evasão de divisas, já que ficou constatado que várias empresas que constituem o grupo, que atua em 50 cidades mineiras e cinco municípios paulistas, foram colocadas em nomes de laranjas ou de “off-shores” (empresa com contabilidade em outros países) em paraísos fiscais.
De acordo com a Fazenda estadual, a suspeita é que as 12 empresas que compõem o grupo atuem de forma orquestrada para omitir as receitas e sonegar os impostos estaduais. A apuração levantou que as notas fiscais emitidas pela prestação do serviço tinham valor 50% menor do que o boleto emitido para os clientes.
O superintendente de Fiscalização da SEF-MG, Anderson Felix, diz que ainda não há levantamento do valor sonegado ou desviado, nem definição de que sanções a empresa poderá sofrer. “Estamos na fase de coleta e análise de documentos para confrontar os dados enviados à Receita Estadual com os documentos apreendidos”, explica. Eventuais cobranças de multas, segundo ele, só serão definidas após a abertura de um auto de infração e da tramitação de um processo administrativo.
A Master Cabo afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a ação foi apenas uma fiscalização de rotina e que todos os documentos solicitados foram entregues.
Obstrução. O repórter do jornal “Agora”, de Divinópolis, Ricardo Welbert, que acompanhava a apreensão dos documentos, contou que foi impedido pelo gerente operacional da empresa, Bruno Seabra, de fotografar a ação. “Não houve agressão, mas discutimos e ele acabou ficando na frente da câmera, impedindo que eu tirasse fotos da operação”, diz.






