Escândalo Adimóveis: Enquanto Jornal divulga que a PF suspeita da existência de outro “Madofff” em Minas. Pelas evidencias, o Divinews tem certeza

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Depois de o Divinews publicar mais de 45 (quarenta e cinco noticias a respeito), a “grande mídia” acorda da sua inércia. O Jornal EM e o Portal Uai divulgam que a Policia Federal abre inquérito para investigar imobiliária de Divinópolis que atuava como clube de investimento sem autorização da CVM e que vitimas alegam ter perdido mais de 70 milhões.

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Veja matéria na íntegra publicada pelo Portal Uai, em matéria da jornalista Sandra Keifer


PF suspeita de outro “Madoff” em Minas

Sandra Kiefer – Estado de Minas
Publicação: 05/10/2010 06:32 Atualização:


A Polícia Federal em Minas investiga mais um caso envolvendo clubes de investimento no estado, no mesmo estilo do empresário Thales Maioline, que ficou conhecido como Madoff mineiro em alusão ao megainvestidor Bernard Madoff, condenado por esquema de pirâmide financeira nos Estados Unidos. A PF já instaurou inquérito para apurar suposto crime contra o sistema financeiro que teria sido praticado pela Adimóveis Locadora Ltda., grupo imobiliário de Divinópolis, a 87 quilômetros de Belo Horizonte. O novo calote chegaria aos R$ 70 milhões e teria prejudicado mais de 1 mil clientes.

O processo foi aberto em junho na sede da PF, na capital mineira, diante de denúncia anônima que chegou à divisão responsável pela apuração de crimes financeiros. Já foram ouvidos os depoimentos de 25 vítimas do suposto golpe aplicado em Divinópolis e nas cidades da região. Segundo o relato das testemunhas, a imobiliária Adimóveis era usada para oferecer aplicações com rentabilidade de 2% ao mês no clube de investimentos D.F.C. Intermediações Ltda., depois DFC Fomento Mercantil Ltda., que operava no mercado financeiro sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Segundo consta no processo, quem tinha aluguéis em nome da imobiliária chegou a ser estimulado a vender o imóvel e aplicar os valores no clube de investimentos, que rendia quatro vezes mais em relação ao retorno de 0,5% ao mês proporcionado pelos aluguéis. Ao contrário de Thales Maioline, foragido desde 23 de julho, o proprietário da Adimóveis, que também assina como sócio da D.F.C. Intermediações, continua à frente da imobiliária. O empresário Deusdete Fernandes Campos, de 76 anos, responde também por três processos de falência e 191 ações de execução fiscal das vítimas que tentam ser ressarcidas dos prejuízos na Justiça.

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“A Adimóveis vendia confiança a todos seus clientes e chegou a causar ciúmes em gerentes de bancos, pois captava mais que qualquer gerente de instituição financeira local. Chegou a emitir espécie de talão de cheques com o nome da empresa”, compara V., ex-investidor e ex-funcionário da empresa, que, segundo Deusdete, tem 5,5 mil imóveis ativos e uma carteira de 220 mil clientes. Só a família de V. alega ter perdido R$ 1,4 milhão em aplicações. “Meu pai vendeu a casa para investir na empresa. Não tenho coragem de dizer a ele que nunca mais vai ver a cor desse dinheiro”, afirma V.

“A defesa da Adimóveis é processar as vítimas na Justiça. Ela contratou uma banca de advogados de BH para convocar um a um os credores, ameaçando processá-los por investir dinheiro frio (sem declaração no Imposto de Renda) e obrigando-os a trocar as notas promissórias da dívida por contratos simples”, afirma o advogado Bruno Cançado. Ele é o autor do processo que conseguiu decretar a falência da Adimóveis na 1ª Vara Cível de Divinópolis, requerida em nome de um cliente, que pede para ficar no anonimato. A Adimóveis conseguiu suspender a decisão no Tribunal de Justiça de Minas Gerais até o julgamento final do mérito. “Pela nova Lei de Falências, a Adimóveis deveria ter 10 dias para depositar o valor devido, em razão da gravidade da matéria. Mas o prazo para julgar o recurso já estourou”, diz o advogado.

Entenda o caso

Em julho, empresário sumiu com R$ 86,1 mi

Quase 1,5 mil investidores de 14 cidades de Minas aguardam há mais de dois meses notícias sobre o paradeiro do empresário Thales Emanuelle Maioline, que desapareceu com R$ 86,1 milhões do clube de investimentos Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros Ltda. Apelidado de Madoff mineiro em referência ao ex-investidor de Wall Street condenado por esquema bilionário de pirâmide financeira, Maioline foi dado como desaparecido por familiares em 23 de julho, uma tarde de sexta-feira.

Segundo o boletim de ocorrência lavrado na Polícia Civil de São Paulo, as últimas imagens do investidor mineiro foram registradas pela câmera da portaria de um hotel em São Paulo. Segundo o esquema da Firv, Thales atraía investidores oferecendo níveis de rentabilidade que chegavam a 5% ao mês, além de 11% a cada seis meses.

Ele, então, utilizava o dinheiro desses novos investidores para pagar clientes antigos que queriam resgatar os recursos aplicados. Os investidores alegam prejuízos que variam de R$ 2,5 mil a R$ 500 mil com o clube de investimento. Maioline teve a prisão decretada pela Justiça. Até a semana passada, a Polícia Civil não tinha concluído o inquérito.


Entrevista do “dono” da Adimóveis

Na entrevista concedida ao Jornal Estado de Minas, o dono da Adimóveis, nega o crime. Mas admite que formou um clube de investimento e que perdeu dinheiro com a crise, nega ainda que tenha cometido irregularidades, afirma que os prejudicados devem procurar a justiça.

É um desplante a sua afirmação. Com autorização de que instituição a Adimóveis formou um clube de investimento? Se era um clube, de quem seria o dinheiro investido? Se o dinheiro não era dele como nega que tenha cometido irregularidades e finaliza admitindo que os prejudicados devem procurar a justiça? Está simplesmente confessando o crime.

Entrevista concedida pelo dono da Adimóveis, Deusdeth Campos ao Jornal Estado de Minas


Uma das grandes mentiras de Deusdeth, entre as inúmeras,  é afirmar que em Belo Horizonte não existe “aluguel garantido”, existe sim, só que não é aplicado para todos os proprietários de imóveis, somente para os vips.

Quando desdeth se diz surpreso sobre o inquérito aberto pela Policia Federal, é uma grande falácia. Ou ele vive no mundo da lua, sem saber das noticias veiculado pelo Divinews, o que é pouco provável, até porque, sua empresa, ele e seus parentes estão processando o Divinews por “calunia e difamação”.

Em sua entrevista, o dono da Adimóveis ao responder a indagação do repórter de que ele nunca teria trabalhado com o sistema financeiro. Deusdeth diz que não, e que seu filho (Caio Campos) é quem dava aula sobre aplicação financeira.

Mais uma mentira. Caio, apenas dava suporte ao professor. Isto porque o próprio editor do Divinews, chegou a fazer este curso, em uma turma que teve como alunos, Francisco Martins (Chiquinho) e o proprietário da Abil Computação, Abílio, entre outros diversos empresários.

Outro ponto controverso é sua resposta de que estaria montando um clube de investimento através de uma corretora. Pessoa física não pode montar clube de investimento e a Adimóveis não tinha registro da Comissão de Valores Imobiliários – CVM.

Depois, numa afronta as pessoas lesadas, diz que “quem se sentir prejudicado, é só procurar a justiça”. Mas quase todos já fizeram isto. Mas eles embargam todos os processos, mesmo o de pequenos valores. Revertem a situação e classificam os credores na justiça, como agiotas.

Ministério Público
O Divinews, procurou o Ministério Público em maio deste ano (2010), o promotor Sergio Gildin, como já relatado em outra matéria. Na ocasião disse que tinha recebido do advogado Bruno Cançado, uma denuncia, mas que iria apurar ainda, se a alegação de que eles operavam no mercado ilicitamente procedia, para isto estava mandando um oficio para a junta comercial para que o MP fosse informado das atribuições da Adimóveis em seu contrato social.

Mais recentemente, o Divinews voltou a procurar o MP e foi informado por Sergio Gildin de que realmente, foi constatado de que eles não tinham autorização para fazer tais operações de bolsa de valores e factoring, e estaria enviando um oficio para a Delegacia da Policia Federal em Divinópolis, Daniel Sousa, tomasse as devidas providencias. (ver matéria)

Policia Federal
E no último dia 1º, aproveitando uma entrevista coletiva concedida pelo Delegado da Policia Federal em Divinópolis, Daniel Sousa e Silva, sobre as eleições 2010, o editor do Divinews perguntou sobre a situação da Adimóveis, em que ponto estavam as investigações. (Ver matéria)

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